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Terminado o período eleitoral autárquico, surge o momento de fazermos o balanço, num barómetro pós-eleitoral em que os resultados são factos indesmentíveis e com os quais podemos passar das sondagens às certezas.

Uma vez mais, o povo foi chamado às urnas e decidiu com soberania. Por entre algumas surpresas, próprias destas eleições locais, a nossa região confirmou o que se estava à espera, reconduzindo os atuais Presidentes de Câmara e mantendo os mesmos partidos na governação e continuando alguns ciclos de mudança nas juntas de freguesia/uniões de freguesia, com inversões históricas em locais onde o domínio de uma ou de outra força política era evidente.

Percebe-se, com clarividência, o reforço de votação no Partido Socialista, com maiorias ainda mais expressivas em concelhos que, nas últimas eleições autárquicas, assistiram à alternação no poder, como é exemplo Felgueiras e Paredes, bem como naqueles que já contavam com governação socialista (mais ou menos recente), como Lousada e Paços de Ferreira, neste último caso, um bastião do PSD durante largos anos.

Curioso é também constatar que, em concelhos como Amarante, mesmo mantendo-se sob a liderança laranja, verificou-se uma aproximação evidente do Partido Socialista, na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, sustentada em vitórias muito importantes nas freguesias, servindo de exemplo a união do centro da cidade – Amarante (S. Gonçalo), Madalena, Cepelos e Gatão.

Estes sinais, tal como aqueles que foram dados em concelhos como a Trofa e a Maia, e mesmo nas bases criadas em Penafiel e na Póvoa de Varzim, são indiciadores de que há esperança para o próximo ato eleitoral autárquico do lado do Partido Socialista.

Na Área Metropolitana do Porto, em particular no distrito do Porto, o Partido Socialista continua a dominar, com excelentes resultados, em Gaia, Valongo, Gondomar, Santo Tirso e ainda em Paredes, que culminaram com a recuperação da maioria absoluta em Matosinhos, que vem reconhecer e premiar a autarca Luísa Salgueiro, e a vitória em Vila do Conde, devolvendo ao PS uma autarquia onde foi quase sempre poder.

Por estas razões, para além da expressividade da vitória, que resultou na passagem de 11 autarquias para 12 (o que é assinalável), o Partido Socialista continuará a ter maioria na Área Metropolitana do Porto e na Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, afirmando a dianteira nas principais opções estratégicas da região, o que faz aumentar a responsabilidade para assuntos em que a articulação supramunicipal se pode revelar decisiva para a concretização de projetos estruturantes.

Fica, desta forma, evidente a confiança e satisfação do distrito do Porto com as políticas autárquicas do Partido Socialista, que veio imprimir uma nova dinâmica na gestão municipal em diversos locais, muito deles com anos a fio de gestão social-democrata, o que poderá ser um bom indício para outros municípios que ainda não provocaram essa mudança e que estarão, com certeza, expectantes relativamente ao trabalho que tem sido desenvolvido em concelhos vizinhos.

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