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A mobilidade fora dos grandes centros constituiu e continua a constituir um problema que se tem resolvido com o decorrer do tempo com o recurso, cada mais intenso, à viatura própria. O transporte publico apresenta a sua oferta, geralmente, das sedes dos concelhos para os aqueles grandes centros que atraem trabalhadores das localidades circundantes; de e para as escolas; e de forma espúria entre concelhos. Isto é algo que nos aparece como familiar, a nós que vivemos na região do Vale do Sousa.

Numa altura em que aparece como grande desígnio dos políticos desta região, uma nova linha ferroviária destinada a servir a parte do Vale do Sousa que não se encontra coberta por este tipo de transporte, é importante relembrar questões prementes ligadas à mobilidade e consequente ao ambiente.

Uma nova linha de caminho de ferro é, sobre qualquer ponto de vista, importante para o Vale do Sousa, desde que a mesma seja sustentável como catalisador desta zona do país, isto é, a sustentabilidade não passa apenas pelo aspeto financeiro, mas sobretudo por aquilo que ela pode trazer em progresso socioeconómico.

No entanto, antes de tudo isso, claro, sem perder de vista a possibilidade elencada acima, há que ter em conta que, de uma vez por todas, os responsáveis políticos em conjunto com as populações devem ser capazes de pensar este espaço do Vale do Sousa de maneira estratégica. Não se pode continuar a replicar infraestruturas e/ou estruturas de concelho para concelho e muito menos nos concelhos pelas freguesias. Há que estudar a localização mais eficiente que gere a massa critica que permita a criação de oportunidades que possam ser aproveitadas para o aparecimento e robustecimento de todo um conjunto de atividades que de outra forma podem não chegar a existir. Uma distribuição territorial, com critério, de tudo o que está ligado à educação, ao desporto, ao turismo, à indústria e serviços potenciará necessariamente a procura e consequente oferta de novas formas de mobilidade, isto é, de transporte publico, que possam dar corpo a um conjunto de atividades capaz de fixar as populações.

Para o aparecimento de atividades económicas que não dependam, tanto, de agentes exteriores e que possam apresentar valor acrescentado para região, é fulcral a questão da mobilidade, uma mobilidade acessível a todos e pensada, porque pouco existe, com qualidade. Portanto, o desígnio vai muito mais além da linha de comboio. Tem que ver com aquilo que se pretende para a região e para a salvaguarda do meio ambiente, numa altura em que tanto se fala de redução de emissões de carbono no sentido de atenuar o efeito das alterações climáticas. Esta visão tem que ser interpretada pelas populações como uma exigência de bem-estar futuro, colocando de lado anseios paroquiais que apenas alimentam egos, mas que nada trazem em progresso e bem-estar, sendo, muitas das vezes, focos de desperdício de dinheiro e criação de problemas crónicos de instituições. A cidadania faz-se com bom senso de todos os intervenientes. Só assim se pode dar aos políticos os sinais claros e necessários para que estes tomem as decisões mais coerentes com a  melhoria das condições de vida desta zona do país.

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