Coaching…para quê? - Saber Viver

O 1º de Maio é o Dia Mundial do Trabalhador. Num mundo que se quer cada vez mais livre e democrático, ainda há muito que evoluir na promoção da felicidade no trabalho e na criação de organizações “autentizóticas” com elevadas responsabilidades sociais e ambientais. Há pois que refletir principalmente sobre três aspetos: o trabalhador, a organização e a inter-relação do trabalhador – organização. O Coaching igualmente abarca estes três aspetos através do “Coaching pessoal” e do “Coaching Organizacional”.

É interessante, quer numa organização pública ou privada, “analisar” a satisfação do trabalhador principalmente pelos indicadores da “linguagem não-verbal” que contrastam frequentemente com o “sorriso” imposto pela organização. O trabalho, longe do seu significado original, que significava “tortura,” deveria ser uma extensão da realização do ser humano ao serviço da sociedade.

Deste modo, trabalhar deveria ser sempre uma oportunidade entusiasmante na busca da excelência, recorrendo ao conhecimento técnico, científico e à participação ativa (através reflexão, criatividade e emoção) na resolução dos desafios (chamados problemas) inerentes a qualquer atividade profissional. Obviamente, toda esta entrega deveria ser devidamente reconhecida pela organização não só pelo salário “monetário” que se presume digno e apropriado, mas também pelo salário emocional.

Deste modo, o trabalho constituiria uma forma eficaz do trabalhador atingir a sua realização profissional e contribuir para que se concretizassem os seus “sonhos” pessoais e familiares. Será que é isto que está a acontecer? Infelizmente em Portugal várias são as atividades profissionais que estão a conduzir os seus trabalhadores para níveis elevados de (di)stress e burnout! E a “culpa” não é da pandemia!

Por outro lado, temos as organizações que apesar da sua “Missão,” “Visão,” “Valores” e “Política” estarem numa “exemplar” página da internet, infelizmente nada fazem transparecer para o “clima e cultura organizacional” das mesmas. Se a “escravidão” física está abolida, a psicológica infelizmente existe em inúmeras organizações.

Comemorar o Dia Mundial do Trabalhador não é ser contra as empresas, as organizações, ou os ditos “patrões”!  É sim, ser contra práticas indignas, de abuso, de chantagem emocional, de salários em atraso, e despedimentos não éticos…

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