Vacinar de esperança

Nunca uma vacina foi tão falada, tão desejada e tão capaz de unir o mundo em torno de um novo sinal de esperança, que devolva a normalidade à vida de todos. Sim, a normalidade que imprevisivelmente perdemos no início do ano que agora finda e que, surpreendentemente, deixou o mundo em suspenso.

É, precisamente, essa suspensão que queremos inverter, iniciando com o Novo Ano um caminho de recuperação económica e social, em que a nova vacina assumirá um papel preponderante para garantir as condições necessárias para que, não abdicando dos diversos cuidados que devemos continuar a ter, possamos viver com outra tranquilidade e com a capacidade de retomar as diferentes atividades económicas e dinâmicas sociais adequadas às nossas vivências.

O plano de vacinação que o Governo deu a conhecer demonstra que Portugal soube posicionar-se estrategicamente para defender os interesses dos portugueses e está preparado para, com critério, iniciar o processo de vacinação, primeiramente dos mais vulneráveis e daqueles que foram e são essenciais no combate à pandemia, procurando atingir níveis de imunidade comunitária que nos transmitam a confiança que tanto ambicionamos.

Os recentes exemplos vindos de outros países da Europa demonstram que estamos perante um complexo processo logístico e de segurança, a nível do transporte e conservação da vacina, bem como do investimento de 200 milhões de euros, que exigem responsabilidade e mestria na forma como encaramos o planeamento desta operação, sem precedentes na história do setor da saúde nacional e internacional. E, até ao momento, estamos a cumprir (e bem).

Uma vez mais, e pela eficácia das primeiras horas decorridas desde a chegada dos lotes iniciais da vacina, vem ser dada razão à distinção do nosso Sistema Nacional de Saúde, que mesmo colocado à prova nestes últimos meses nunca fraquejou e, repetidamente, volta a evidenciar a seriedade e consistência dos seus profissionais.

São estes profissionais de saúde que, privando-se da sua família, lutam diariamente para salvar vidas e para que tudo corra bem, a quem todos os agradecimentos são curtos para a dimensão da sua dedicação.

Nós continuamos a confiar. Resta-nos, por isso, continuar a cumprir para vencer uma batalha que é de todos.

Leia mais artigos na página de opinião do IMEDIATO.

Subscreva a newsletter do Imediato

Assine nossa newsletter por e-mail e obtenha de forma regular a informação atualizada.


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *