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A região do Vale do Sousa tem sido apontada como aquela em que existe uma das populações mais jovens do país. Contudo, não foge à tendência nacional, no seu conjunto, da diminuição de população.

É também reconhecida como uma região onde a mão de obra é, no geral, não qualificada, pelo que se torna apetecível para uma categoria de empresas que procura este tipo de força de trabalho em determinadas épocas e que não trazem qualquer valor acrescentado. O tecido empresarial é mal preparado e não resiste às dinâmicas de grande volatilidade que correspondem à conjuntura económica do momento.

Em tempo de autárquicas, nesta zona, como em quase todo o país, surgem visões pseudoestratégicas de qualificar as pessoas, mas numa base tecnológica. Cada concelho almeja ser um polo tecnológico, quiçá a “Silicon Valley” do país. Trazer as universidades até ao seu concelho é um desiderato formidável. Deste modo, podemos perceber que, a serem atingidos o objetivo de todos, Portugal será uma espécie de “hub” tecnológico mundial. Ora, está bom de ver que dificilmente se cumprirão estes devaneios eleitoralistas. Devaneios e não utopia, pois esta última implica um grau de fé e trabalho que ultrapassa largamente as parangonas políticas.

Há que admitir que as pessoas têm que estar mais bem preparadas. A opção tem sido a de melhorar a componente técnica das aptidões de quem trabalha. Se, por um lado, a formação administrada, vai de encontro às atividades existentes e permite acrescentar valor e fortalecer as empresas, esta é essencial. Por outro lado, toda aquela formação que vai ao encontro de necessidades hipotéticas na zona, essa formação ou sai desvalorizada, ou prepara técnicos para outras zonas e até outros países com o consequente abandono da sua terra.

A competência técnica não deve ser coisa menor, no entanto, há que dotar a população, sobretudo os jovens, de outras competências, relacionadas com o chamado “humanismo”. Para perceberem as potencialidades da região e sobretudo a melhor forma de nela viverem em boas condições, exige, ao contrário do que possa pensar, de uma preparação sólida que forneça uma série de ferramentas que possibilite uma visão holística dos recursos disponíveis. Perante o grande número de desafios que se colocam à humanidade, numa contemporaneidade cada vez mais acelerada, as soluções de fixação de população têm que passar por esta preparação que leve a que os habitantes desta região concebam as formas de vida adequadas à realidade do seu território e envolvente socioeconómica. O incentivo a iniciativas que promovam esta formação de caráter humanista, pode e deve partir do poder autárquico, mas deve envolver, sem os quais não resulta, todos os setores da comunidade, promovendo o debate para cimentar o conhecimento que se for acumulando. De outra forma, difícil será combater a globalização e a polarização a que se vai assistindo.

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