antonio coelho

Contactado pelo Jornal IMEDIATO sobre as contradições dos seus depoimentos que deram origem críticas por parte do PS e do Chega, o presidente da Mesa da Assembleia Municipal rejeita as acusações e garante que não houve nenhuma contradição nos depoimentos.

“Quando respondi que nunca tinha prestado declarações ao Tribunal sobre a PFR Invest, entendi a questão do Miguel Costa como sendo um Tribunal Judicial, onde nunca prestei declarações e onde nunca foi testemunha, inquirido, ou denunciado em nenhum processo da empresa”.

Quanto às declarações proferidas nos dois órgãos, António Coelho explica que respondeu “com certeza” quando inquirido na Assembleia Municipal sobre a Carta de Conforto, porque teve conhecimento da mesma na data em que foi notificado pelo Tribunal de Contas, no ano de 2019, no âmbito da Verificação Interna das Contas.

Já no que respeita às declarações no Tribunal de Contas, afirma que se referiam ao momento em que a mesma foi assinada. “Ao Tribunal de Contas respondi que desconhecia a emissão da Carta de Conforto e afirmei que não participei em reunião de órgão municipal onde a carta tivesse sido analisada e/ou votada”, explica.

“Não vislumbro qual a contradição”, frisou, explicando ainda que as declarações que prestou ao Tribunal de Contas não foi feito presencialmente, “foi por escrito”, na sequência da solicitação de um esclarecimento.

Para o presidente da Assembleia, a posição do Partido Socialista e do Chega é “uma questão política”. “Sempre procurei desempenhar as minhas funções com imparcialidade e tenho-o feito na gestão da Assembleia Municipal e não creio que a minha imparcialidade esteja coloca em causa. Não compreendo esta posição do PS nesta matéria e o PS deve ser a pessoa mais interessada em colocar esta questão a nu, divulgando este assunto como ele foi tratado judicialmente. Se o PS acha que há responsabilidades a serem apuradas, deve recorrer aos meios onde as mesmas devem ser apuradas”, concluiu António Coelho.

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