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Eu sei que a sociedade actual não considera a leitura uma actividade prioritária e isso também se vê pela quantidade e qualidade das livrarias a par de outros estabelecimentos comerciais, cafés, bares, discotecas… e outros. Faz-se qualquer coisa próxima do espectáculo e chama-se a isso, actividade cultural…

Não sei se é preguiça, falta de conhecimento ou falta de gosto das pessoas que estão à frente dessa área, o certo é que alguma Literatura exige um conhecimento profundo dos códigos literários, no entanto, não é preciso ser-se erudito para ler, entender ou analisar um romance, um conto, um ensaio, premiado ou não.

Uma das personalidades do mundo actual que muito admiro, chama-se Barack Obama que disse um dia:

“Ler é importante. Se o soubermos fazer, o mundo inteiro abre-se para nós”.

É isso mesmo! Um livro, qualquer que ele seja, é uma lição para a vida. Viajamos, sentimos, imaginamos, fazemos, podemos guardar para sempre!

Para isso, parece-me, a leitura terá de ser um hábito que se incute desde a infância. Pais que leiam aos filhos; professores que motivem; autarquias que promovam a leitura com programas específicos para esse fim… Promover o gosto pela leitura, ajudando a ler… Dar a ler, mostrando e aproveitando quem lê… Não há outra forma!

Nada, quase nada me dá tanto gosto como trabalhar com livros.

A leitura neste país, nesta terra também, não é considerada uma actividade prioritária. Uma qualquer livraria não é, de certeza, um bem essencial! Há outros grandes problemas da humanidade integrados ou deslocados num qualquer texto que mostre melhor outras questões… Não se vê? Não é espectáculo? Então não serve…

Disto tudo, salta a questão: Como promover a leitura? E a minha resposta é rápida: abrindo os livros para as pessoas que não leem. Os jornais, os programas da rádio, as capas dos livros, algumas linhas ou audições de um qualquer excerto bem escolhido, uma sinopse bem feita… Tudo isso me parece bom se a leitura servir para aprender, para responder, para escrever, também!

Fiz isso outra vez! Desta v ez, na tentativa de ajudar a conhecer, a estudar, a analisar, escrevi sobre o nosso Nobel da Literatura. Sobre José Saramago que será homenageado durante todo o próximo ano, a propósito do centenário do seu nascimento. O homem, o escritor, a obra, uma parte significativa da sua obra, serão apresentadas e analisadas no meu mais recente livro, Ainda Saramago. Porque admiro o homem, porque admiro sobretudo o escritor, tentarei que os mais resistentes ou os que acham o escritor difícil, possam ultrapassar essa impressão. Porque, tal como disse Saramago: “Na minha opinião, ser escritor não é apenas escrever livros, é muito mais uma atitude perante a vida, uma exigência e uma intervenção.”

Nós, leitores, precisamos todos de sentir isso. Precisamos muito de sentir e de mostrar que não gostamos do mundo em que vivemos. Tal como está…

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