Festival de Artes em Madeira de Paredes
Fotografia: Câmara Municipal de Paredes

A Câmara Municipal de Paredes apresentou, na quarta-feira, o Festival de Artes em Madeira de Paredes (FAMP), criado para homenagear e enaltecer o trabalho dos “Mestres de Paredes” na área do mobiliário, uma das “bandeiras” do concelho, que se assume como “principal produtor e exportador” no setor a nível nacional.

“A indústria de mobiliário é, sem dúvida, a grande marca identitária e diferenciadora do concelho de Paredes. Paredes é o maior centro produtor de mobiliário do país. Nas várias zonas industriais do concelho estão sediadas algumas das melhores e mais inovadoras indústrias de mobiliário de referência e nível mundial”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Paredes, Alexandre Almeida, na conferência de imprensa de apresentação do festival.

A primeira ação do programa vai acontecer já na próxima semana, a 16 de março, com a apresentação do livro «Artes em Madeira de Paredes: Alma, Esforço e Engenho», resultado do estudo e registo do património associado às artes em madeira do concelho, no contexto de abertura da BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa). Em abril será apresentado em Paredes.

“Na génese da obra estão conversas e memórias com pesquisas e recurso ao arquivo histórico, um projeto que está a ser trabalhado há muito tempo e antecedeu a capacitação e mobilização de stakeholders. O livro é o belíssimo resultado da inventariação do património paredense associado às artes em madeira”, destaca a vereadora da Cultura e Turismo, Beatriz Meireles.

A segunda fase deste projeto será um programa de animação turística baseado nas artes em madeira, incluindo um roteiro que dará a conhecer percursos turísticos no âmbito do Turismo Industrial. O culminar do projeto chega com a realização da Bienal, de 24 de setembro a 9 de outubro, cuja continuidade já está assegurada. O projeto global do FAMP terminará a 31 de dezembro de 2022.

“Não podemos deixar esquecer a memória coletiva ligada ao mobiliário”

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Paredes, a intenção do festival é “homenagear paredenses que nos orgulham”, de forma a não deixar esquecer uma memória coletiva ligada ao mobiliário, considerada uma “bandeira” do concelho.

De acordo com o Presidente da Câmara, o Município de Paredes pretende consolidar a notoriedade e a atratividade do festival através da ligação com outras iniciativas desenvolvidas, como a transformação do Mosteiro de Vilela em Museu do Mobiliário e das suas Artes e Artífices, a construção do Parque Temático da Madeira e o Projeto «A Vida à Porta», que permite que os alunos possam visitar as indústrias do concelho.

Já o vice-presidente da Câmara Municipal, Elias Barros, descreve com quatro ideias-chave o festival – “reconhecimento, promoção, afirmação e incentivo”, sendo que, paralelamente à recordação da história e artesãos, o projeto não esquece a atualidade e “vem promover e publicitar os grandes players do mobiliário paredense nas feiras nacionais e internacionais, na captação de novos clientes e novos mercados”.

Organizado pela Câmara Municipal de Paredes, o festival “Artes em Madeira” conta com um orçamento de 249.613,51€, financiado pelo NORTE 2020 e FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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