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Nem tudo foi negativo em tempos de pandemia. No Centro de Recolha de Animais (CROP) de Penafiel, nos últimos meses, houve um aumento no número de adoções, comparativamente com dados do ano de 2019. Vera Ramalho, veterinária municipal, falou com o Jornal IMEDIATO sobre o projeto e mostrou-se satisfeita com o facto de mais animais terem ganho uma nova casa.

Até 31 de outubro, o CROP de Penafiel entregou para adoção 329 cães e 91 gatos. Ainda sem contabilizar os dois últimos meses do ano, foram já entregues mais cães do que em 2019, ano em que foram adotados 255 canídeos. Em relação ao gatil, ainda não é possível estabelecer esta comparação pois este só abriu portas em 2020.

 

“Houve um aumento que em meu entender se prende com o facto das pessoas estarem mais tempo em casa dadas as regras e cuidados em matéria de covid-19. Assim, têm mais tempo para seguir as redes sociais e verem os animais disponíveis para adoção”, afirmou a veterinária municipal, destacando também o pacote de incentivo assegurado pela Câmara Municipal de Penafiel, que permite a desparasitação gratuita, a vacinação, a identificação e a esterilização, “funcionando como um grande incentivo à adoção no CROP”. “E, claro, atualmente ter um cão ou um gato é uma boa maneira de combater a solidão”, afirma.

Atualmente o CROP de Penafiel tem 8 gatos e 40 cães para adoção e a capacidade quase esgotada. “No gatil temos capacidade para acolher 10 gatos e no canil para 30 cães. Atualmente temos 40, pois 15 são cachorrinhos e compartilham jaulas”, explica.

Várias campanhas incentivam à adoção de animais

Com vista a combater o abandono animal e a incentivar a adoção, o CROP de Penafiel tem levado a cabo, em parceria com o município, várias campanhas. “Temos tido boa adesão às campanhas, mas continuamos a precisar de angariar sempre mais adotantes. Quem adota um animal, se tudo correr bem, tem companheiro para 10 a 15 anos, daí a necessidade de termos sempre novos adotantes”, afirma Vera Ramalho.

Além disso, o Município tem ao dispor um regulamento de apoio à esterilização de cães e gatos, para as famílias do município. “É feito o pedido através de um requerimento, são pedidos documentos comprovativos da situação financeira do agregado familiar, que são analisados pela Divisão de Ação Social e que, mediante isso, propõe o financiamento da esterilização a 100%, 75%, 50% ou 25%”. E segundo a veterinária “tem corrido bem, mas o papel dos meios de comunicação social é super importante para fazer chegar a informação a mais famílias que ainda desconhecem esta medida”.

Contudo, importa que as pessoas não esqueçam e continuem a apoiar o centro, quer na adoção de animais, quer na entrega daquilo que lhes faz mais falta. “Necessitamos sobretudo de panos, tipo cobertores, mantas, passadeiras, alcatifas, etc. Com as limpezas há sempre alguma humidade no espaço, pelo que os panos são sempre úteis, pois aumentam o conforto e bem-estar dos animais”, remata.

 

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