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A minha última opinião, a minha última crónica antes da decisão de eleições antecipadas, era pessimista e previa que a confusão actual estivesse para continuar. Hoje já se tem a certeza que isso vai acontecer…

Mais ataques pessoais, mais dúvidas e incertezas que se instalaram entre portugueses. Mais confusão. Mais barulho.

Apesar de tudo, mesmo que as promessas não sejam convincentes e que todos temam por isso, a confusão inicial vai permanecer e a coragem ou ousadia, o gosto de fazer, o espírito livre e justo parece crescer e instalar-se mais ou menos comodamente nos lugares que habitamos.

Hoje, também por isso tudo, o ser humano está a regredir em termos cognitivos e de capacidades intelectuais. Hoje, as pessoas estão mais disponíveis para captar o que já sentem na pele: o impacto disto tudo na saúde física e mental dos eleitores. Dos jovens e dos adultos também.

Ninguém gosta de desassossego, ninguém gosta de sentir que há distúrbios e confusão à volta de nós. Os políticos não se enetendem; os partidos políticos estão às avessas; os que defendem a paz, iniciam a guerra. É, cada vez mais, difícil escolher e, mesmo que queiramos optar pelo que nos parece melhor ou mais oportuno, há momentos de rivalidades e de confusão que nos abalam e nos movem para a decisão de não querer ouvir e de não querer seguir ninguém…

Forçosamente, somos atraídos pela indispensável pacificação dos dias que começam a ser agitados… aqueles que nos pareciam razoáveis deixaram de o ser e deixou também de ser razoável confiar nos que aparentam maior segurança. Agora que já não gosto dos que antes me pareceram melhores e que, claramente, deixaram de o ser. Agora, aquela equipa que antes me pareceu ser mais eficaz, apagou-se, misturou-se com nomes e ideias que já deixaram de convencer…

Poderá haver bons usos de ecrãs de propaganda e, se os usarmos para fins educativos e de informação, poderemos beneficiar com isso. O problema é a divulgação da mensagem enganosa, é a apresentação de ideias gastas ou repetidas, que enganam porque não são coerentes, porque não se aplicam à realidade. Quanto mais a realidade promete, mais enganosa poderá ser a mensagem…

Todos sabemos também que ainda decorre a COP 26 onde Obama, recentemente, apelou aos jovens para que continuem zangados. Obama colocou nos ombros deles o peso de conseguir os avanços necessários na luta climática. É claro que o tema em discussão é esse e é evidente que Obama, inteligente e perspicaz como é, não poderia fazer outra coisa… Concordo inteiramente com ele porque, nesse ou noutros temas em discussão, a hipótese que temos de alguma mudança, de alguma solução, estará mesmo nos jovens. Nos jovens capazes, claro!

Digo assim porque nesse ou noutros temas que nos afligem, já não são os mais velhos quem, apesar de experientes, poderão salvar: o terreno onde nos movemos; o espaço que habitamos; o mundo cheio de vícios que nos afecta. O campo político está caótico, ninguém se entende. Os que parecem hoje amigos, são rivais amanhã. O que hoje apregoam como verdade ou vantagem, deixará de o ser nos próximos dias. O reflexo global projecta-se no particular, o que parecia fácil e previsível, deixou de o ser. Então, que fazer? Bem sei que ainda é possível esperar para ver, bem sei que é possível ouvir e comparar mas,tanto atropelo, tanta vontade de fingir ser melhor, não me convence. Nunca me convenceu! Ainda tenho tempo para comparar e decidir mas, não contem comigo se não for fácil escolher…

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