Bloco de Esquerda
Fotografia: Bloco de Esquerda

Uma delegação do Bloco de Esquerda visitou o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) para “identificar as principais dificuldades e necessidades do centro hospitalar para os próximos tempos, atendendo à contínua realidade de sobrecarga do Hospital Padre Américo e sub-aproveitamento do Hospital de São Gonçalo”.

Os bloquistas relatam que, no encontro, foi abordada a evolução do serviço do CHTS desde o final de 2016, tanto ao nível do atendimento como da dotação orçamental e recursos humanos. “Apesar de algum reforço, concluiu-se haver necessidade de contratação de mais cerca de 200 profissionais de saúde e de regularização de vínculos precários de cerca de 100 profissionais de saúde – enfermeiros, assistentes operacionais e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica – que já trabalham no CHTS, mas sem segurança laboral”, reconhece um comunicado enviado pelo Bloco de Esquerda.

A comitiva do Bloco de Esquerda, composta por Isabel Pires, deputada do BE e candidata, Duarte Graça, membro do Núcleo do BE de Penafiel e candidato, Hugo Silva, dirigente da Concelhia do BE de Amarante, e Marco Mendonça, dirigente nacional do BE, reuniu com o presidente do Conselho de Administração do centro hospitalar CHTS), Carlos Silva e a vogal executiva Augusta Morgado, nas instalações do Hospital de São Gonçalo, em Amarante.

A pandemia também foi um dos temas colocados em cima da mesa. Sendo “uma das unidades mais afetadas” no país durante picos de casos ao longo da pandemia, foi denunciada à comitiva do Bloco de Esquerda “a recusa dos prestadores privados de saúde em receber doentes Covid, apesar dos esforços de contacto do CHTS”, lê-se na nota enviada ao IMEDIATO.

As questões laborais foram também discutidas, “em particular a falta de incentivos e mecanismos de fixação de profissionais de saúde no SNS e respetiva valorização, assim como os abusos laborais sobre profissionais de vigilância, limpeza e cantinas que servem o CHTS por parte das empresas com quem os serviços são contratualizados”.

Na reunião, foi sublinhada pela comitiva do Bloco de Esquerda a importância de criar respostas em “áreas da saúde historicamente subvalorizadas, sobretudo a saúde mental”. Ao nível do atendimento, os serviços de urgência foram apontados como fonte das maiores dificuldades na organização e resposta.

Recorde-se que também os candidatos a deputados do Partido Social Democrata (PSD) pelo círculo eleitoral do Porto estiveram reunidos na semana passada com a administração do CHTS. Defedenderam  “como prioridades de investimento para a próxima legislatura” o reforço dos serviços de urgência e da consulta externa através dos recursos disponíveis no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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