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Sou da opinião de que parte do que sofremos como sociedade se prende com uma visão muito mecânica de tudo, incluindo do Homem. Vivemos (ou vivíamos) como autómatos, sempre contra o tempo, num transe mais do que hipnótico, focados em objetivos, como máquinas multifunções, absorvidas na nossa atenção por necessidades criadas e alheados do nosso propósito. Parte do ser-se um humano tem a ver com estas abstrações e vãs filosofias.

E se no último artigo terminámos com a importância de sonhar, desta vez vamos falar de um primo do ato de sonhar, que é a capacidade de imaginação.

As funções do cérebro podem ser desenvolvidas conscientemente e a imaginação é uma dessas funções. Se sonhar é um ato inconsciente, já imaginar ou sonhar acordado é, como sugere a expressão, uma função que executamos no estado de vigília e que tem uma função terapêutica, pelo que sabemos hoje.


“As funções do cérebro podem ser desenvolvidas conscientemente e a imaginação é uma dessas funções”


A consciência como uma função elevada da nossa mente é observada, testada e definida por diversas áreas do conhecimento. A Medicina lida particularmente com os seus estados, tanto os ditos normais como os patológicos.

A imaginação é uma qualidade da consciência, que pede tanto do nosso cérebro como da nossa mente, numa visão do cérebro como máquina e a mente como o sistema operativo. Os estudos científicos no campo da consciência têm mostrado a capacidade de diferentes estados proporcionarem alterações biológicas e psicológicas terapêuticas.

Esses estados são identificados pelas ondas cerebrais detetadas por eletroencefalografia, que, no caso do estado hipnótico, são definidas pela presença de ondas alfa e teta, respetivamente, senso de vigília relaxada e sonolência.

O estado hipnótico de consciência é um momento de alta capacidade imaginativa, quase que por definição. Quando se avaliou a atividade cerebral em estado modificado de consciência na realização de uma determinada tarefa em comparação com a realização efetiva e consciente da mesma ação, descobriu-se que as áreas ativadas se sobrepõem. Portanto, se imaginar pode ser equivalente a fazer, que mais pode esta máquina poderosa que somos fazer por cada um de nós?

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