Autor: Férias / Europeu, "criança"; "Fraude" "Jogo" "Liberdade"; "Juízes", "Política sem vergonha","Presságio, A vitória da frustração", "País doente"

Um Juiz de gabarito e bem assente com eles no sítio, tomou em mão e no cérebro um Processo de Falcatruas, pouco meigo e muito complicado, mas que teve a particularidade, entre tantas, de transformar a população nacional, que ainda mantém das piores qualidades académicas e analfabetismo até dizer basta, em Juízes de primeira, nos julgamentos históricos e bem badalados pelos canais televisivos mais “pimba”, que só encontra paralelo numa praça de peixe.

Em cada português encontrou-se um magistrado vestido a rigor e com conhecimento sobre o farelo com que se alimenta o burro mais teimoso. Os canais que sobem no ar para estontear tais cabeças ousadas e pouco sábias porque tão ignorantes sobre Direito e Justiça, uivaram como lobos e ladraram como caninos, quanto podiam nos dias que estão a rolar em sentido contrário à sua raiva e ódio doentio.

E sendo assim, julgam eles, que a “democracia” só seguindo as suas vontades e os seus desejos é que estaria “justa” e á medida dos factos julgados sabidos e denunciados ao sabor do peixe que a pandemia ia apodrecendo e os empedernia na convicção construída pelos repórteres que sabem tudo sobre crime e criminosos lá do bairro. A estes juntavam-se uns comentadores com dentes afiados,  escolhidos a dedo, para que as suas audiências subissem ou se ouvissem mais alto do que a do lado.

Assim é e será com um canal que está em todo a parte e a qualquer hora, faça sol ou chuva, noite ou dia. Elas as “repórteres e alegados jornalistas” aproveitavam tudo quanto o lixo aceitava ou rejeitava para se manterem no ar e à frente no índice das audiências.

Talvez que na falta de notícias acabassem a jornada no Cais do Sodré a beber uma ginja e a dormir com um qualquer marinheiro cheio de “estórias” sobre sereias para contar. Tais canais não passaram de bordéis com cheiro a maresia, tanto foi a peixeirada com quem conviviam e adormeciam a contar em tom socratiano, as fantasias que iam preparando para as escrever ou relatar nos ecrãs que os exibem como bichas.

Ficamos a saber no meio disto tudo que o país de analfabetos sabe de Justiça como nenhum outro, e que se lhe der oportunidade sabem outro tanto sobre como meter a mão no prato e não pagar sequer a conta que lhe cabe pagar ao merceeiro que lhe fia o que veste, que come e alimenta os seus familiares, achando-se sempre uma pessoa de bem, acima de qualquer suspeita. “Foge ladrão que a polícia ainda te pega”!

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