Poeiras afetam qualidade do ar. Conheça as recomendações da Direção Geral de Saúde
Fotografia: Município de Paços de Ferreira

A região do Vale do Sousa acordou, esta terça-feira, com um céu diferente do habitual, assim como muitas outras zonas do país. A visibilidade é menor e um fino “manto” de poeira assentou por todo o lado, levantando dúvidas e preocupações.

A “chuva de barro” deve-se a um arrastão de partículas de poeira provenientes do deserto do Saara, no Norte de África, que se misturam com a precipitação. Está a afetar principalmente o território espanhol, com muitas localidades cobertas por uma camada alaranjada, mas o fenómeno também é evidente na zona Norte e Centro de Portugal.

A situação está a ser impulsionada na Península Ibérica pela Depressão Célia, que já obrigou ao cancelamento de mais de 40 voos no Aeroporto da Madeira e colocou 14 comunidades espanholas sob alerta laranja devido a precipitação, ventos fortes e agitação marítima.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) estima que as poeiras afetem os dois países até à próxima quinta-feira, alertando que, além de uma alteração na cor do céu, as poeiras podem trazer “implicações na qualidade do ar e possíveis impactos na saúde”, alerta.

“Os efeitos mais visíveis são a alteração da cor do céu visto que as poeiras estão normalmente acima da superfície, embora dependendo da sua concentração possam atingir níveis mais baixos com implicações na qualidade do ar e possíveis impactos na saúde”, lê-se no comunicado divulgado pelo IPMA.

Crianças do pré escolar e do 1º ciclo não vão ao recreio

A Direção Geral da Saúde (DGS) lançou, esta terça-feira, um conjunto de recomendações devido a este fenómeno, devido à circulação de partículas inaláveis com “efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível”.

  • A população em geral deve evitar os esforços prolongados, limitar a atividade física ao ar livre e evitar a exposição a fatores de risco, tais como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes.
  • Os seguintes grupos de cidadãos, pela sua maior vulnerabilidade aos efeitos deste fenómeno, para além de cumprirem as recomendações para a população em geral, devem, sempre que viável, permanecer no interior dos edifícios e, preferencialmente, com as janelas fechadas:
    • Crianças;
    • Idosos;
    • Doentes com problemas respiratórios crónicos, designadamente asma;
    • Doentes do foro cardiovascular.
  • Os doentes crónicos devem manter os tratamentos médicos em curso.

Em caso de agravamento de sintomas, os cidadãos devem entrar em contacto com a Linha de Saúde 24, disponível através de chamada telefónica para o 808 242 424.

Com base nestas orientações da DGS, os serviços de Proteção Civil da Câmara Municipal enviaram orientações às direções dos estabelecimentos de ensino da rede pública do concelho, solicitando que “as crianças do pré escolar e do 1º ciclo permaneçam no interior dos estabelecimentos, não utilizando os espaços de recreio ao ar livre até à próxima quinta feira, inclusive”.

“Para os restantes graus de ensino, recomenda-se que os alunos reduzam a permanência no exterior, bem como a prática desportiva ao ar livre”, indica um comunicado da Câmara Municipal.

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Imagem: EUMETSAT

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