Câmara /Cabazes/ Paços de Ferreira
Fotografia: IMEDIATO/Ricardo Rodrigues

André Peralta Santos, da Direcção-Geral da Saúde (DGS), afirmou esta quinta-feira, durante uma reunião entre especialistas e políticos na sede do Infarmed, em Lisboa, que o pico da segunda vaga da pandemia de Covid-19 foi atingido a 25 de novembro.

Segundo o especialista, a “boa notícia” funda-se na “consolidação de um pico” e tendência de descida no número de novos casos, que se espera que continue a tendência de decréscimo.

 

Foi ainda referenciada a situação do Vale do Sousa Norte (Paços de Ferreira, Lousada, Felgueiras), que, a 22 de outubro, apresentava 1.784 casos, mas que, duas semanas depois, chegou mesmo aos 3.214. Agora, a tendência é “de descida clara e acentuada”, com 1.539 casos por cada 100 mil habitantes.

E, para Óscar Felgueiras, matemático da Universidade do Porto que tem vindo a colaborar com a equipa da ARS Norte, a situação pandémica da região é “um fenómeno”, porque os três concelhos evidenciaram um padrão que ainda não tinha sido descoberto.

Paços de Ferreira e Lousada tiveram a sua maior incidência cumulativa a 3 e 6 de novembro, mas Felgueiras apenas atingiu o pico quase uma semana e meia depois, situação que “intrigou” o especialista.

Assim, o matemático estudou a hipótese de que, quando dois concelhos são vizinhos, o pico acontece primeiro naquele que tem a incidência mais elevada. Analisando os 81 concelhos da ARS Norte que atingiram o pico entre 1 de Outubro e 30 de Novembro, a teoria confirmou-se.

Durante a sua intervenção na reunião, Óscar Felgueiras sugeriu que um dos fatores de risco dos concelhos deve ser a vizinhança com um concelho de maior incidência. “Quando assistimos a um pico, o habitual é o concelho com maior incidência começar a descer e os vizinhos continuarem a subir”, defendeu.

Durante a sessão, foi ainda referido que vários municípios, principalmente no Norte do país, têm registado um “desagravamento” da situação epidemiológica, ainda que várias zonas continuem com incidências “muito elevadas”.

André Peralta Santos adiantou que, além do Norte, também no Centro na região de Lisboa e Vale do Tejo o número de novos casos está a descer, sendo que, pelo contrário, está a aumentar no Alentejo e nos Açores.

População dos 60 a 80 anos “está protegida”

O especialista em epidemiologia afirmou também que as incidências estão a aumentar  nas populações mais ativas, entre os 20-40 anos, sendo que “o grupo 60 – 80 está relativamente protegido”. Como a população com mais de 80 anos está mais dependente e necessita de contactos, tem uma incidência “mais alta”, sublinhou.

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