Opinião: Eleições / Livros / Evolução / Ingrato / Aqui / Professor / Rotina / Regresso; Leitura; Cravos; Lição, Vacinas, Cultura

Nesta época do ano, pleno verão, seria interessante falar de férias, de lugares atraentes a visitar. Pela paisagem e, sobretudo, pela história ou pela arte que guardam e que funcionam como verdadeiras lições para quem gosta de aprender…

Não é isso o que a maioria procura, bem sei!

Neste mês que antecede uma data eleitoral, poderia ser oportuno falar de candidatos, de promessas, de gente que bem conheço e que me agradece que fique em silêncio… É isso mesmo que farei! Mesmo que haja muito para dizer… E o que conta, afinal, é o voto de cada um…

O mundo actual está cheio de elogios postiços e maquinais, destituídos de exigências e de honestidade. Os amigos e interessados perderam toda a vergonha em recomendar aquilo que os beneficia directa ou indirectamente. Em contrapartida, um elogio sincero dura muitos anos e, mesmo na linguagem mais tecnicista, rende imenso…

Neste momento do texto, pode parecer que estou a falar de nada e estou, na verdade, a falar de temas ou de questões que são importantes no contexto actual: a verdade com que se faz uma campanha eleitoral ou as dificuldades em reformar uma sociedade inteira. Convencidos de uma grande importância, acham que os outros não percebem que os estão a ignorar, mesmo quando, rigorosamente, não são cumpridos os compromissos mínimos. Gente séria e cumpridora é mesmo outra coisa…

O que sempre fiz porque é isso que mais importa, continuarei a trabalhar na evolução do ser humano. Com os mais novos, de preferência, porque são os mais fáceis de moldar e são eles os que têm menos vícios.

Por isso, continuo também a estudar. Por isso procuro lidar com gente com quem possa tirar proveito numa aprendizagem comum. Continuarei a ler, continuarei a escrever, continuarei a ensinar os que querem aprender comigo…

Precisava mesmo de voltar a Torga e, para isso, subi ao Reino Maravilhoso! A paisagem agreste da sua terra natal, S. Martinho de Anta, recordou-me o homem seco e duro que conheci! A rudeza da serra, salpicada pela torga que o escritor adoptou em pseudónimo, lembraram-me a obra, os sentimentos, o rigor do estilo, da palavra que o escritor usou. Olhar o negrilho transformado em estátua, a casa e todo o material que o Espaço Torga mostra aos leitores, é quase poder usufruir do mesmo telurismo que o escritor tanto procurou… Voltei mais rica, tenho a certeza. Mais serena e mais completa. Esqueci a confusão tola dos cartazes com promessas eleitorais porque ali, nesse próximo e distante Reino Maravilhoso, ainda é possível serenar e rever matérias, matar saudades de outros dias que passaram. Fico mais feliz assim! O que trago de fora com o pouco que vou aprendendo aqui, ajuda-me a trabalhar na evolução do ser humano.

Continuo a ter esperança nos mais novos… os outros, quase sempre cheios de vícios, já não são fáceis de mudar… Para esses, os que querem aprender, apresentarei novo livro, sobre Saramago, no próximo dia 24 de Setembro. Sobre Torga e outros, haverá novo livro logo a seguir…

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