Jorginho Sousa
Jorginho Sousa (à direita). Fotografia: Aliados FC Lordelo

Jorginho Sousa foi despedido do Aliados FC Lordelo na segunda-feira, um dia após as eleições autárquicas, nas quais apoiou a candidatura de Joaquim Mota, pelo Movimento «Juntos Por Paredes», à Junta de Freguesia lordelense. O clube indicou que o término do vínculo de três anos foi causado pela falta “de condições para a continuidade [do jogador] no grupo de trabalho”, mas, ao IMEDIATO, o atleta questionou esta decisão.

Era já há vários anos um sonho de Jorginho Sousa terminar a sua carreira futebolística com o emblema do Aliados FC Lordelo, o clube do seu coração, ao peito. Contudo, esta ambição foi travada na segunda-feira, quando o jogador foi informado pelo treinador de que tinha sido despedido.

“A direção do clube passou a tarefa de me despedir ao treinador, que me deu um conjunto de justificações que eram claramente mentira. Fui imediatamente pedir um esclarecimento à direção, e quando levantei as justificações que me tinham sido dadas, acabaram por me dizer o exato oposto daquilo que o treinador me tinha dito”, explicou ao IMEDIATO.

Nas redes sociais, o clube anunciou que a decisão “foi tomada pela equipa técnica e comunicada à direção, que perante os argumentos apresentados pelos mesmos não encontrou condições para a continuidade no grupo de trabalho”.

Esta publicação recebeu inúmeras reações negativas por parte da massa adepta do clube, a maioria visando a ligação política entre vários elementos da direção com o Partido Social-Democrata.

O Aliados FC Lordelo tinha anunciado, a 20 de julho, a renovação do contrato do atleta, descrevendo-o como “um dos capitães, uma referência dentro e fora de campo. Um dos nossos!”.

O atleta lordelense indicou  ao IMEDIATO que desde que anunciou o seu apoio à candidatura do Movimento Juntos Por Paredes à Junta de Freguesia de Lordelo, encabeçada pelo seu familiar Joaquim Mota, sentiu “uma mudança” no tratamento recebido por parte da direção do clube. “Não houve faltas de respeito, mas sentia que algo não estava certo, uma certa desconfiança do outro lado”, relatou.

Já vários membros da direção do Aliados FC Lordelo, inclusive o presidente da estrutura, Filipe Carneiro, anunciaram publicamente o seu apoio à recandidatura de Nuno Serra, pelo Partido Social Democrata / CDS-PP, para a liderança da Assembleia de Freguesia.

Nuno Serra foi reeleito com 42,27% dos votos, enquanto o Partido Socialista obteve 27,03%, aparecendo na terceira posição o Movimento «Juntos Por Paredes», com 22,09%.

“Não posso dizer que o despedimento foi por causa disto, não saiu essa justificação da boca dos membros da direção. Mas a conjunção de todos os fatores leva a crer que se calhar tem mesmo que ver com a política”, afirma o futebolista.

Por terra ficou o sonho de Jorginho Sousa de terminar a sua presença dentro de quatro linhas com o emblema lordelense. “É o clube de que eu gosto e onde gostava de terminar a minha carreira, era uma mais valia para o plantel e sentia que era acarinhado pelas pessoas. Considero que não tiveram respeito por mim”, rematou.

Segundo o presidente do Aliados FC Lordelo, Filipe Carneiro, a decisão de dispensar o jogador foi meramente desportiva. “Tomamos uma decisão pensada, sem qualquer motivação política, apenas pensando no melhor para o clube”, sustenta Filipe Carneiro.

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