Aliados FC de Lordelo / Jorginho Sousa
Fotografia: Aliados FC de Lordelo

Segundo Filipe Carneiro, presidente do Aliados FC de Lordelo, o despedimento de Jorginho Sousa, que aconteceu esta segunda-feira, “foi uma decisão desportiva tornada política”, tomada pela equipa técnica. O dirigente revelou ter recebido várias ameaças após o anúncio da decisão, mas que esta foi tomada para “bem do clube”.

“Ja há mais de um mês que a equipa técnica demonstrava o seu desagrado com o desempenho do jogador, mas sempre tentamos apaziguar a situação. Esta segunda-feira, o treinador disse que não queria contar mais com o Jorginho porque não estava em sintonia e comprometido com os objetivos do clube”, começou por explicar Filipe Carneiro ao IMEDIATO.

De acordo com o mesmo, o atleta já não tinha sido convocado para o último jogo, que aconteceu no passado sábado frente ao FC Felgueiras 1932 B. Os lordelenses acabaram por vencer a partida por 2-0, mantendo-se invictos na Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto.

“É claro que um jogador com histórico na I Liga não pode ser desperdiçado, mas não tem lógica manter no plantel uma opção que o treinador não queria, também não era justo para o próprio Jorginho, que certamente terá outras propostas”, considerou o dirigente.

Assim, o clube decidiu cessar o vínculo com o atleta esta segunda-feira, um dia após as eleições autárquicas, ainda que o timing do despedimento “nada tenha que ver”com o apoio demonstrado pelo atleta à candidatura de Joaquim Mota, pelo Movimento «Juntos Por Paredes», à Junta de Freguesia lordelense, defendeu Filipe Carneiro.

“A decisão partiu da equipa técnica e eu giro o clube conforme os timings desportivos e não políticos. Estou na política há 20 anos e há oito no clube, mas nunca confundi situações”, sustentou.

Como exemplo, o dirigente do emblema lordelense mencionou o facto de o treinador de juniores do Aliados, Mário Sérgio, ter integrado a mesma lista candidata à Assembleia de Freguesia de Lordelo, continuando vinculado ao clube. “Esta é uma situação normal em qualquer clube e que no Aliados já aconteceu centenas de vezes. Criou-se uma tempestade num copo de água”, considerou.

O presidente do Aliados FC de Lordelo adiantou ainda que, desde o anúncio do despedimento de Jorginho Sousa, tem vindo a receber ameaças. “Alguém está a passar montanhas para me linchar publicamente quando apenas tomamos uma decisão pensada, sem qualquer motivação política, apenas pensando no melhor para o clube”, rematou.

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