Com uma quebra de faturação de cerca de 80% nos últimos dois meses, a IKEA Industry Portugal entrou em lay-off a 26 de abril. Contudo, a empresa adiantou em exclusivo ao IMEDIATO que não considera renovar o lay-off e que, até agora, nenhum colaborador foi despedido.

“Assumimos a ambição de manter o máximo de atividade e o máximo de remuneração às nossas pessoas, mantendo, em simultâneo, o foco na sustentabilidade a longo prazo do negócio. Considerámos que a melhor forma de o fazer no cenário atual era recorrer ao mecanismo do lay off simplificado (…). Neste momento não consideramos prolongar este mecanismo para o período seguinte”, informou a empresa em resposta escrita ao IMEDIATO.

Assim, de acordo com a empresa, os cerca de 1.500 colaboradores estão abrangidos pelo lay-off e têm períodos de trabalho, de paragem e de formação, para “fortalecer a competência enquanto se salvaguarda a atividade necessária no momento”.

Contudo, ainda que tenha sofrido quebras de faturação na ordem dos 80% e que “infelizmente não seja possível evitar impactos no número total de colaboradores”, a fábrica de móveis da IKEA garantiu que até ao momento não despediu nenhum funcionário.

“Na IKEA Industry Portugal não fizemos, nem temos previsto fazer, nenhum despedimento. Estamos a adaptar a nossa capacidade de produção a uma nova realidade, que se traduz em necessidades de produção mais baixas. Estamos a encarar o futuro com otimismo, mas antecipamos que o impacto da pandemia no nosso negócio vai continuar a fazer-se sentir”, referiu.

Já com os olhos colocados no futuro, a fábrica de Penamaior está “otimista, mas com responsabilidade” ao assistir à reabertura das lojas da marca sueca a acontecer gradualmente nos diferentes mercados.

“Estamos a encarar o futuro com otimismo, mas antevemos o risco de que a retoma demore algum tempo”, previu a empresa.