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Dias depois de ter recebido a visita da Ministra da Saúde e de ter vivido alguma acalmia no número de doentes internados com covid-19, o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) voltou a atingir a capacidade máxima de internamentos.

Depois de ter atingido o pico de 235 internamentos na semana passada, o CHTS tinha esta terça-feira 192 doentes internados (128 na unidade de Penafiel e 54 na de Amarante), dez dos quais em Cuidados Intensivos. Havia ainda 14 doentes na Urgência, na área dedicada às doenças respiratórias, a aguardar internamento.

“A situação está novamente incontrolável. Criou-se um cenário quase perfeito para que se pudesse apresentar à senhora ministra a situação como controlada, quando no fundo foi uma ilusão”, afirma ao Jornal IMEDIATO João Paulo Carvalho, presidente Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros.

Segundo este responsável, as transferências efetuadas nos últimos dias (mais de uma centena para unidades do Porto, Gondomar, Lisboa e Viseu), assim como as mais de 80 altas dadas na última semana, não resolveram o problema. “Escondeu-se o problema, pegou-se nele e enviou-se para outros hospitais, porque ao fim de três ou quatro dias com números mais baixos, o Hospital está outra vez lotado”, acrescenta.

João Paulo Carvalho insiste na necessidade de haver um reforço dos profissionais. “Estão a aumentar o espaço físico, mas faltam recursos humanos. É preciso que quem manda olhe para o Vale do Sousa com olhos de ver”, remata.

Ao Jornal IMEDIATO fonte da adminsitração do Hospital afirma que “os esforços estão concentrados na resolução dos problemas operacionais resultantes desta pressão” e acrescenta que “as transferências de doentes, tal como acontece ao longo do ano, são realizadas de acordo com a necessidade e disponibilidade de outros hospitais”.

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