Helena Antunes

Mais de um ano após o início da pandemia e num momento em que o país respira um pouco mais aliviado, trazemos-lhe histórias de vida daqueles que viveram de perto a pandemia e daqueles que foram diretamente afetados por ela.

Bem como milhares de estudantes pelo país, Helena Antunes viu o seu dia-a-dia profundamente alterado com a implementação do ensino à distância e, agora a frequentar o terceiro ano da licenciatura em Ciências da Comunicação no Instituto Universitário da Maia (ISMAI), anseia pelo regresso à normalidade.

Helena Antunes: “Tivemos de nos adaptar a esta situação difícil”

“O início da pandemia foi no meu 2º ano da licenciatura, o confinamento não me custou tanto porque todos acreditávamos que em 1 mês o Covid iria acabar. A faculdade adotou o ensino à distância, que não achei de todo prático e nada eficaz, sentia-me mais cansada e ansiosa, sobrecarregada de trabalhos académicos, não conseguia concentrar-me nas aulas e estava muitas horas no computador tanto para ter aulas como para elaborar trabalhos, e como tal, comecei a ter algumas dificuldades visuais.

Apesar desta nova realidade, tanto os professores como nós, alunos, tivemos de nos adaptar a esta situação difícil. Tive alguns docentes que foram menos compreensivos, achavam que o facto de estar tanto tempo em casa significava que tinha apenas de assistir às aulas, mas não, tinha mais para além disso e não só, tinha de aprender a lidar com a pandemia e com todas as informações que tinha acesso sobre isso, que mudavam de dia para dia, através da internet, televisão, rádio e outros.

Quando se iniciou o ano letivo seguinte, tive aulas em regime misto (presencial e à distância). Tornou-se um pouco mais fácil, mas, ainda assim, era mais fácil acompanhar as aulas presencialmente do que à distância.

Atualmente, neste segundo confinamento, admito que me está a custar mais do que o primeiro porque ninguém sabe ao certo quando é que a pandemia irá terminar. Estou a ter aulas integralmente à distância, mas espero em breve retomar o regime presencial.

Como finalista, gostaria de puder fechar este ciclo em modo de festejo, a missa de Bênção das Pastas seria o ponto alto da minha vida académica e, não sendo possível, ficará para sempre marcado pelo ano atípico que todos estamos a ultrapassar”.

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