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Fotografia: IMEDIATO / Ricardo Rodrigues

Um grupo de cidadãos juntou-se em frente ao edifício da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, no sábado à tarde, de forma a manifestar solidariedade com a Ucrânia e condenar a invasão militar russa iniciada na passada quinta-feira.

Alimentados por solidariedade e revolta, munidos de bandeiras de vários países, cartazes, e espírito de união, os manifestantes concentraram-se na Praça da República, percorrendo depois alguns dos pontos centrais da cidade de Paços de Ferreira.

Entre os presentes estava Lyudmyla Aysaev e os seus familiares, naturais da Ucrânia, mas a residir em Paços de Ferreira há mais de duas décadas. Após algum tempo em Portugal ainda tentou regressar ao país de origem, mas não conseguiu ficar mais do que um ano e acabou por regressar para Paços de Ferreira, local a que já chama casa.

“Sinto-me horrível porque estou aqui e não consigo apoiar. A minha mãe está lá, a minha família, amigos de 25 anos da minha vida que lá passei. É horrível”, partilha Lyudmyla Aysaev, em declarações ao IMEDIATO, durante o protesto.

A possibilidade de um ataque estava presente em todos os seus familiares e conhecidos, conta, mas “nunca antecipavam” uma invasão à escala da que aconteceu na passada quinta-feira, que partiu de três fentes, com bombardeamentos em diversas zonas do país.

“Já estávamos à espera de um ataque, mas nunca preparados para este nível. Não esperava que atacassem a Ucrânia toda, apenas as regiões separatistas de Donetsk e Lugansk”, afirma.

O protesto foi organizado por Luís Silva, que começou a divulgar a ideia nas redes sociais, com o objetivo de demonstrar que em Paços de Ferreira a comunidade também estava solidária com o povo ucraniano.

“Na quinta-feira lembrei-me e divulguei nas redes sociais a ideia à espera de uma reação. Entretanto as pessoas começaram-me a dizer que gostavam da ideia e que estariam presentes e a perguntar-me quanto e onde”, contou ao IMEDIATO Luís Silva.

“Esta foi uma concentração espontânea de pessoas que vieram manifestar o que lhe vai na alma. Custa a compreender como o ser humano ainda se comporta desta forma, custa muito. É uma injustiça tremenda”, termina.

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