Capão à Freamunde
Fotografia: IMEDIATO / Mónica Ferreira

O Capão à Freamunde está de volta para mais uma Semana Gastronómica, com 12 restaurantes do concelho a “medir forças” para apurar quem confeciona o melhor prato. Mais do que chegar à região, o objetivo é fazer a ave “voar sem limites” e alcançar diferentes zonas do país, espalhando um dos ex-líbris de Freamunde e do concelho.

Na retoma da tradicional conferência de imprensa de apresentação da Semana Gastronómica do Capão à Freamunde, que decorreu no restaurante vencedor da última edição, «O Marceneiro», em Paços de Ferreira, o gastrónomo e jornalista Fernando Gil Melo, mentor do projeto, defendeu o progresso.

O cidadão honorário de Paços de Ferreira frisou, durante a sua intervenção, a necessidade de conseguir estender o período e a área de consumo da ave, principalmente a partir de um “grande avanço”: a capacidade de congelar capão e de o servir durante todo o ano.

Segundo Fernando Melo, a classificação de Freamunde como Indicação Geográfica Protegida (IGP) para a criação de capão permitiu regulamentar “com critérios muito concretos” a criação e abate das aves, criando possibilidades para levar a iguaria a restaurantes de outras áreas do país. “Com esta certificação, já se pode propor a um chefe do Algarve que pegue no capão e trabalhe com ele. Que o façam voar sem limites”, apelou o gastrónomo.

O presidente da Junta de Freguesia de Freamunde, Arménio Ribeiro, adicionou que estão a ser dados os últimos passos para a criação de uma sala de abate de capão nas instalações da Incubadora das Associações de Freamunde, de forma a criar “um espaço devidamente certificado e condigno”. Arménio Ribeiro recordou que o caminho traçado até ao momento “não foi fácil”, garantindo a continuidade do apoio da Junta de Freguesia no “longo percurso” pela frente.

Já o presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, Humberto Brito, reconheceu o papel dos restaurantes na divulgação da iguaria e a sua “resiliência” mesmo em períodos como os atuais. “O capão é do mundo e não só da cidade e dos cidadãos de Freamunde. O manjar dos Deuses tem de ser para todos”, disse. Para o autarca, a “pequena economia” do capão deve “encher os cidadãos do concelho de orgulho” e e é um objetivo ligar a gastronomia ao setor económico e promover cada vez mais o evento.

13 dias de Semana Gastronómica do Capão

A Semana Gastronómia do Capão vai decorrer até 13 de dezembro, dia em que decorre a já tricentenária Feira de Santa Luzia, popularmente conhecida como a ‘Feira dos Capões’. Na noite anterior, decorrerá o jantar da Gala do Capão, com o concurso gastronómico, que este ano tem 14 restaurantes a concurso.

Para espalhar a iguaria pelo país, quatro figuras ligadas à área da gastronomia foram nomeadas com o cargo de Embaixadores do Capão: o Chef Paulo Queirós, do Restaurante Cordel Maneirista, de Coimbra, Chef Victor Felisberto, com restaurante em Abrantes, Zahari Markov, do restaurante lisboeta The B. Temple, e Anselmo Mendes, enólogo.

“É preciso saber que não há uma forma específica de fazer o Capão à Freamunde. Já não é feito em forno de lenha pelos próprios criadores. Encontraram-se outras formas inteligentes de se fazer capão, a diversidade que temos hoje é extraordinária”, rematou Fernando Gil Melo.

Conheça a lista dos restaurantes aderentes à iniciativa:

  • Aidé;
  • Al’ Capão;
  • A Presa;
  • A.REI.A;
  • Casa de São Francisco;
  • O Gusto;
  • O Marceneiro;
  • O Tarasco;
  • São Domingos;
  • Os Primos;
  • O Parrilhada;
  • Tapper.

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