A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve quatro pessoas, com idades entre os 20 e os 40 anos, suspeitas de integrarem uma rede de recetação e abate clandestino de animais. As detenções ocorreram nos concelhos de Paredes, Penafiel e Castelo de Paiva, culminando uma investigação criminal que decorria há cerca de um ano e meio.
Os suspeitos — três homens e uma mulher — estão também associados ao furto de 215 capões de uma exploração agrícola em Freamunde, Paços de Ferreira, ocorrido em outubro de 2025.
A investigação visava crimes de furto em residências, explorações agrícolas e associações culturais, bem como recetação e abate clandestino. Para desmantelar o grupo, os militares executaram dois mandados de detenção fora de flagrante delito e 23 mandados de busca: quatro domiciliárias e 19 não domiciliárias (incluindo quatro explorações agrícolas, três estabelecimentos comerciais e 12 viaturas).
A operação contou ainda com a colaboração da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) do Porto, que realizou três buscas em estabelecimentos comerciais, resultando na apreensão de 12,5 quilos de carne de borrego.
Um dos arguidos em prisão preventiva
Após o primeiro interrogatório judicial, o tribunal aplicou as medidas de coação. O suspeito com maior envolvimento na rede ficou em prisão preventiva. Outro arguido ficou sujeito a apresentações periódicas bissemanais no posto policial, enquanto os restantes dois saíram em liberdade sob Termo de Identidade e Residência (TIR).
Viatura, dinheiro e material de abate apreendidos
As buscas permitiram apreender um vasto património material e financeiro ligado à atividade ilícita. No total, a GNR confiscou 12 viaturas, 11.380 euros em numerário, uma caçadeira, 33 cartuchos, 40 munições e uma bicicleta em carbono.
Foram também recuperadas máquinas agrícolas e de construção civil, televisores e aparelhos de som. No local de abate, os militares apreenderam diversos utensílios de cozinha, facas, machadas, mesas, ganchos, além de medicamentos de uso exclusivo veterinário e “brincos” de identificação animal, que indiciam a prática continuada destas infrações.
Um dos pontos fulcrais da investigação remonta a outubro de 2025, data em que o grupo terá levado a cabo o furto de 215 capões numa exploração agrícola em Freamunde, no concelho vizinho de Paços de Ferreira.

