Confrontado com a sua derrota nesta noite eleitoral, André Ventura, em declarações aos jornalistas à saída da Igreja de São Nicolau, em Lisboa, onde assistiu à missa com a mulher, garantiu que vai continuar o seu trabalho, “para convencer o país” que é preciso mudar.
“É preciso perceber o equilíbrio da distribuição de votos e de opções das pessoas. Procurei, nesta campanha, criar uma linha alternativa, dizer que era preciso mudar o país, que era preciso, na grande maioria das áreas em que estamos habituados a ver governar mal, que era preciso um tipo de Presidência diferente. Mesmo com uma subida muito significativa, face não só às legislativas, quer face à primeira volta, segundo tudo indica consegui essa subida, mas não consegui o que queria, que era vencer estas eleições. Temos de continuar a trabalhar para convencer o país que é preciso esta mudança”, referiu.
Reconhecendo diferenças “de opiniões, de ideias”, “de forma de vida” entre si e António José Seguro, André Ventura disse que vai respeitar a opinião do povo, que é “soberano” e vai parabenizar o seu adversário pela vitória. “Se o povo escolheu António José Seguro é ele que será presidente e eu espero que seja um bom presidente para o país porque o país precisa”, referiu, assumindo a derrota. “O outro candidato, o candidato socialista venceu. E eu tenho de assumir isso, independentemente do que aconteça com a Direita e com a liderança da Direita”, concluiu.


