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O Tribunal de Penafiel condenou a uma pena de quatro anos de prisão efetiva, o empresário de 45 anos que em janeiro do ano passado esfaqueou o condutor de um carro, com quem teve um desentendimento no trânsito, na zona de Paredes.

Para o coletivo de juízes, ficou provado que Luís Nunes, que reside em Croca, Penafiel, teve um desentendimento com outro condutor – um homem de 48 anos, residente em Várzea de Ovelha e Aliviada, no Marco de Canaveses – quando ambos circulavam na A4, para levar os filhos à escola, em Paredes. Ficou ainda provado que, depois de terem saído da autoestrada, quando ambos pararam num semáforo, em frente aos Bombeiros de Paredes, Luís Nunes saiu do seu carro, com um canivete suíço com uma lâmina de seis milímetros e desferiu um golpe no abdominal do outro condutor, perante os filhos de ambos, que frequentam a mesma escola e se encontravam no interior das viaturas.

Durante o julgamento, Luís Nunes disse ao Tribunal que se tentou defender e que pegou no canivete para tentar “afugentar” o seu opositor, não se tendo apercebido de que o atingiu. Contudo, para o Tribunal, este “negou o essencial” e contou uma versão que não coincidiu com a da vítima, que afirmou que o arguido saiu do carro com o canivete suíço empunhado e que o agrediu de imediato.

A versão do arguido não coincidiu ainda com o apurado em imagens de videovigilância, que mostraram “que foi sempre colado ao outro veículo e que, quando para nos semáforos, sai logo a correr em direção ao outro veículo, de onde sai o condutor, de braços empunhados, em posição natural de quem se vai defender”, referiu o juiz.
Entendendo que o empresário mostrou uma “personalidade impulsiva, sem autocontrole, assim como ausência de interiorização da conduta, uma vez que não reconheceu os factos, nunca os assumiu na totalidade, não demonstrando arrependimento”, o Tribunal condenou Luís Nunes a uma pena de prisão efetiva de quatro anos, pelo crime de homicídio na forma tentada. O empresário tem ainda que pagar uma indemnização de 20 mil euros à vítima.

Após a leitura do acórdão e com o arguido em lágrimas, a defesa afirmou ao Jornal IMEDIATO que vai recorrer da decisão, por entender que a pena foi “excessiva”.

 

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