Paços de Ferreira / PSD / Alexandre Costa vai ser candidato à Câmara Municipal de Paços de Ferreira
Fotografia: IMEDIATO / Ricardo Rodrigues

O Partido Social-Democrata (PSD) de Paços de Ferreira realizou esta terça-feira um Encontro com Jornalistas para fazer um balanço de uma década de governação socialista, passado um ano do início do atual mandato. “O balanço que fazemos é negativo”, referiu Alexandre Costa, presidente da Comissão Política concelhia.

Foram vários os problemas que os social-democratas apontaram à atual governação, afirmando que “falta uma estratégia de desenvolvimento para o concelho nas mais diversas áreas”, que permita melhorar a competitividade do concelho e melhorar as condições de vida dos cidadãos.

Acompanhado do vereador Miguel Martins, de Célia Carneiro, membro da Assembleia Municipal e do ex-vereador António Coelho, Alexandre Costa abordou ainda os problemas que o PSD considera fraturantes para o concelho que ainda não têm fim à vista, caso do problema da ETAR de Arreigada e da concessão da água.

No que respeita ao problema da água, a resolução deste, no entendimento do PSD, passa pela “via negocial”. “Este era o momento de negociar, porque a partir do momento em que as Águas passaram para as mãos da Indaqua, uma empresa que é o negócio dela é a água, era o momento ideal para resolver o problema, o momento em que havia todas as condições para entrar num processo negocial”, referiu.

Também ao nível desportivo, o PSD considera que não houve, nos últimos nove anos, “nenhuma política para nenhuma modalidade”, estando ainda em vigor um regulamento aprovado há 13 anos, ainda no tempo do vereador António Coelho. “Não houve evolução nenhuma neste regulamento. E há novas modalidades que não são aproveitadas e não têm apoio”, frisou.

Apontando falta de “proatividade” ao executivo, os social-democratas apontaram ainda “falta de estratégias de mobilidade” e de planos de mobilidade e segurança para as freguesias – que afirmam têm sido alvo de discriminação –, assim como de estratégias para a captação de investimento, não sendo aproveitada a força da marca Capital do Móvel na promoção dos empresários e na afirmação do concelho, nem criando condições de atratividade para outros setores de atividade. A isto, acresce, “a perda de capital humano, com a diminuição de população, em um dos poucos concelhos que ainda apresenta um resultado demográfico positivo”.

Nota negativa foi dada ainda ao executivo socialista liderado por Humberto Brito no que respeita à revisão do PDM e criação de zonas industriais – cedendo o executivo á pressão urbanística -, mas também no que respeita à formação superior, às questões ligadas ao melhor e mais qualificado emprego, ou à habitação e respostas sociais.

Na área do Ambiente, foi a ETAR de Arreigada que mereceu uma particular atenção por parte dos social-democratas. “É quase o processo da TAP a nível nacional”, referiu Alexandre Costa, interrogando se este problema não é “para além de um crime ambiental, um crime político e económico”, na medida em que se avançou com uma obra cujo investimento inicial falado era de 10 milhões e está a ser feita por cinco. “Havia coisas que estavam previstas e que não foram feitas e o resultado está à vista e o PSD sempre disse, em Assembleia Municipal, que não ia funcionar”, afirmou, lamentando que agora o processo esteja “a ser liderado pela Câmara de Paredes”.

Entendendo que não há “uma política de continuidade”, o PSD critica a falta de ação do executivo municipal na última década. “Este último ano de mandato é o espelho dos últimos nove anos. Não foi feito nada”, concluiu Alexandre Costa.

Subscreva a newsletter do Imediato

Assine nossa newsletter por e-mail e obtenha de forma regular a informação atualizada.


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.