AMPFR
Fotografia: Mónica Ferreira

 

As contas relativas ao ano de 2020 da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, foram aprovadas, por maioria, em Assembleia Municipal, com os votos contra do Partido Social-Democrata (PSD).

Numa sessão marcada por ataques e trocas de acusações entre os partidos com assento naquele órgão (PS e PSD), foram aprovadas as contas do exercício de 2020 do executivo liderado pelo socialista Humberto Brito.

Foi do lado dos socialistas que veio a primeira leitura ao documento, com uma intervenção de Carlos Lobo, que lembrou as dificuldades do ano de 2020, devido à pandemia, que condicionaram a atuação municipal, perante uma “realidade de incertezas e decisões difíceis”.

Contudo, destacou, foi um período em que o executivo não seguiu o caminho do populismo, “dar tudo a todos, e o custo se aparece para pagar depois” e perseguiu o caminho do apoio às famílias e empresas, tendo investido 800 mil euros no combate à pandemia, “uma verba avultada dada a capacidade financeira do município”, direcionada aos mais carenciados, com um reforço sanitário e um apoio ao sistema de saúde pública.

Além disso, referiu, o executivo investiu ainda oito milhões em projetos de regeneração urbana, na municipalizaram-se os serviços de recolha de lixo, nas obras da ETAR de Arreigada. “A ação do executivo foi pautada pelo sentido de responsabilidade, mantendo-se fiel ao princípio basilar das boas contas públicas”, referiu.

Salientando o caminho “de boas contas públicas”, Carlos Lobo referiu a redução da dívida em 1,5 milhões de euros e um resultado líquido obtido de dois milhões de euros, sendo a dívida total do município de 42 milhões de euros, valor ao qual acresce a dívida de 50 milhões, associada ao pedido de reequilíbrio financeiro da concessão da água. Perante este cenário, referiu que “os resultados positivos não são um capricho, são uma obrigatoriedade da boa gestão das contas públicas”, concluiu.

PSD critica discurso “pintado de rosa” e questiona moratórias

Do lado dos sociais-democratas, Miguel Martins criticou “o discurso pintado a rosa” do socialista.

“Depois de ouvirmos este discurso pintado a rosa de que tudo está bem, tudo está feito e no caminho certo, causa-me espanto perceber porque é que o município recorreu às moratórias, criadas para a famílias, para as empresas, para as instituições que tivessem em dificuldades financeiras. Pintou aqui um cenário de tal maneira favorável que não haveria necessidade de recorrer às moratórias”, criticou, questionando onde foi usado o dinheiro, visto o apoio referido no âmbito do covid foi de 800 mil euros. “Eu sei que foi bem gasto. Não estou a por aqui em questão que tenha sido utilizado indevidamente. Agora não foi utilizado para aquilo que estava previsto na lei”, declarou.

“Atual candidato do PSD à Câmara Municipal, votou 99,9% das propostas do Partido Socialista”

Em resposta, Humberto Brito atacou. “Aquilo que hoje mais me orgulha é que o atual candidato do PSD à Câmara Municipal, votou 99,9% das propostas do Partido Socialista. E votou em consciência, concordando com o programa do Partido Socialista e é isso que nos deixa satisfeitos, referiu, criticando “a nova atitude” do PSD e a má governação do passado.

O ponto foi aprovado por maioria, com votos contra da bancada dos eleitos do PSD, exceto os autarcas de freguesia que votaram favoravelmente o documento.

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