Guarda-Rios
Fotografia: Município de Lousada

O projeto «Lousada Guarda-Rios», lançado pela Câmara Municipal de Lousada para envolver a comunidade na conservação e monitorização do estado ecológico das zonas fluviais do concelho, foi o grande vencedor dos Prémios Guarda-Rios 2021, atribuído pelo Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) .

Entre as entidades a concurso, o projeto lousadense foi o favorito do público na categoria que reconhece boas práticas, tendo recebido, entre os 1.971 participantes na votação, 39,2% dos votos (772). Já o segundo lugar pertence ao projeto «PEIXES NATIVOS», criado há quase quatro anos entre o ISPA – Instituto Universitário e a Águas do Tejo Atlântico, S.A., que somou 28,3% dos votos de boas práticas (558).

De acordo com a organização não governamental responsável pelo concurso, que assume a missão de defesa do ambiente e a promoção do desenvolvimento sustentável, o «Lousada Guarda-Rios» já permitiu a caracterização de mais de 52 km de linhas de água, disponibilizando à comunidade troços de 250 m dos rios Sousa e Mesio para adoção, vigilância e monitorização. Estima-se que o projeto já tenha envolvido mais de mil voluntários.

Por outro lado, o concurso permitiu também a eleição das piores práticas ambientais, através do prémio Guarda-Rios de Luto. A “grande vencedora” na categoria foi a Associação de Beneficiários do Mira, uma organização sob tutela do Ministério da Agricultura que faz a gestão, exploração e conservação do Aproveitamento Hidroagrícola do Mira e o aproveitamento hidroagrícola de Corte Brique. Somou 387 votos negativos.

“A redução do caudal da água emitido pela Barragem de Santa Clara resultou numa descida drástica do nível das águas a jusante, causando graves problemas de fornecimento de água aos pequenos consumidores de água para rega que se encontram fora do Perímetro de Rega do Mira, em Aljezur e Odemira”, indica a organização, na página do concurso.

Já a segunda pior entidade foi, para 369 utilizadores, a Agência Portuguesa do Ambiente. “A APA tem desempenhado um papel insuficiente naquelas que deveriam ser as suas responsabilidades de fiscalização e salvaguarda dos valores ambientais em relação à gestão dos recursos hídricos”, critica a GEOTA.

Os prémios vão ser entregues durante a Gala Guarda-Rios, marcada para 1 de outubro, Dias Mundial da Água, no Centro de Congressos de Lisboa.

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