Moisés Ferreira, que tinha 64 anos e foi encontrado carbonizado, há cerca de um mês, em Felgueiras, foi morto em casa, com três golpes na cabeça, por um sobrinho, que, depois, regou o corpo com gasolina e queimou-o para esconder os vestígios do crime. Nuno Ferreira, de 25 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto, suspeito do crime de homicídio qualificado e presente a um juiz de Instrução Criminal no Tribunal de Penafiel que lhe aplicou a medida de coação de prisão preventiva.
O crime ocorreu no dia 9 de dezembro do ano passado, em Felgueiras, quando Nuno Ferreira se terá desentendido com o tio, irmão do seu pai, “por motivo fútil”, na casa em que o sexagenário habitava, sozinho, na freguesia de Sernande. Ao que o JN apurou, não havia desavenças conhecidas entre os dois, mas, nesse dia, algo terá motivado uma discussão que deu origem a uma contenda, que acabou por ser fatal para o idoso. Contudo, segundo relatos de vizinhos, Nuno Ferreira, que vive na freguesia vizinha de Torrados, também em Felgueiras, é apontado como uma pessoa violenta, tendo já estado detido e com medida de coação de vigilância eletrónica, por crimes de violência doméstica praticados contra os pais.
Na sequência do desentendimento, Nuno Ferreira pegou “num objeto contundente”, que se encontrava no local, com o qual desferiu três golpes na cabeça do tio, provocando-lhe a morte. Já com o homem cadáver, regou o corpo com gasolina, pegando-lhe fogo de seguida, como forma de apagar os vestígios do crime e dificultar a investigação.
O corpo carbonizado de Moisés Ferreira, só foi encontrado dois dias depois, por um familiar, num anexo da sua habitação, junto a um carro.
A Polícia Judiciária foi chamada para tomar conta da ocorrência e assumiu a investigação. Após mais de um mês de diligências, esta terça-feira, Nuno Ferreira foi detido, indiciado por um crime de homicídio qualificado cometido contra o tio paterno.
Na tarde desta quarta-feira, Nuno Ferreira foi presente a um juiz de Instrução Criminal do Tribunal de Penafiel, para primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido decretada a medida de coação de prisão preventiva.

