Filipa Tojal
Fotografia: Jade Sullivan

Desde cedo que todos apontavam que Filipa Tojal demonstrava uma “tendência natural para aquilo que era visual”. Hoje, com 29 anos, a pintora freamundense leva o seu trabalho pelo mundo fora, em busca de “conhecer novos lugares e de com eles crescer”.

“A pintura e o desenho sempre foram formas de passar o tempo e honestamente, nunca o quis deixar de fazer, até hoje. Estudei Pintura nas Belas Artes na Universidade do Porto e depois consegui uma bolsa de estudo que me permitiu estudar em Tóquio, no Japão. Este tipo de apoios, prémios, bolsas, são talvez aquilo que, para além do apoio da família e amigos, confirmam essa vocação e me fazem continuar”, revelou a artista natural de Freamunde, em declarações ao IMEDIATO.

No Japão, Filipa Tojal passou quatro anos “muito intensos” em que vivenciou uma cultura “completamente diferente”, aprendeu uma nova língua e a desafiou-se “constantemente”. Além do crescimento a nível pessoal, a cultura nipónica também impactou o seu trabalho, a nível de “apreciação de materiais e superfícies, nomeadamente no uso de pigmentos, e a nível da pincelada, mais gestural e caligráfica”.

O trabalho da pintora tem sempre um ponto em comum – a natureza – sendo que a sua aspiração é viajar por diferentes lugares do mundo e estar “aberta a novas perspectivas”.

Atualmente, Filipa Tojal vive em Sydney, na Austrália, local onde tem patente a sua mais recente exposição, «Above the Treetops», que tem especial enfoque nas gigantes árvores do país.

“Sempre tive algum interesse neste país por ser uma das civilizações mais antigas da Terra e por ter uma fauna e flora completamente diferente daquela que me é familiar. Estou a viver aqui temporariamente e esta exposição mostra os trabalhos realizados nestes últimos 10 meses. As pinturas de ‘Acima das copas das árvores’, como pode ser traduzido o título da exposição, remetem para a escala das árvores deste país que é realmente gigantesca”, afirma.

Para o futuro, a artista quer continuar a sua investigação e processo dentro da pintura, “usando quantas oportunidades houverem de conhecer novos lugares, e com eles crescer”.

Contudo, Filipa Tojal não esquece Freamunde, confessando que a atividade cultural e associativa da cidade teve um impacto no seu percurso. Lembra-se, por exemplo, da paixão do seu avô pela declamação e teatro, e de quanto a sua mãe difundia e valorizava a arte. “Na minha infância acompanhei o quanto a arte pode unir e conectar as pessoas, como em todas as associações desta cidade”, frisou.

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