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A publicação da Junta de Freguesia de Raimonda, relatando a reunião sobre a possível ligação do Polo 6 Freamunde) à A42, é um exemplo daquilo que a política local pode fazer. Estiveram presentes as freguesias de Figueiró, Codessos, Lustosa, Lamoso, Sousela, Eiriz, Sanfins de Ferreira e Raimonda, oito comunidades que representam, no conjunto, mais de 22 mil habitantes e um território superior a 44 km².

Ao ver a publicação, percebi que aquilo representava um autêntico “congresso de autarcas”, algo verdadeiramente raro e de cooperação em torno do Bem Comum. E digo isto com a legitimidade de quem, ao longo dos tempos, serviu como membro da Assembleia Municipal, como Vereador (sem pelouro) e como Presidente da Assembleia Municipal de Paços de Ferreira, tratou sempre os autarcas de freguesia com o mesmo cuidado, respeito e seriedade com que tratou os autarcas municipais. Porque o poder local tem vários níveis, mas apenas um propósito: servir as populações.

É também por isso que sempre valorizei e valorizo os três votos autárquicos (verde, amarelo, branco) como três pilares complementares da democracia.

O voto verde, que elege os Presidentes de Junta, é muitas vezes visto como o mais pequeno, mas é o mais próximo das pessoas: o que escuta primeiro e conhece o território por dentro.

O voto amarelo, que elege as Assembleias Municipais, garante escrutínio, a pluralidade e a igual dignidade dos eleitos.

E o voto branco, que elege as Câmaras Municipais, orienta a governação executiva de maior escala.

São três votos distintos, mas nenhum vale menos do que o outro. A democracia autárquica é um triangulo equilátero.

E o encontro divulgado pela Junta de Raimonda demonstrou que quando os votos verdes se unem, quando os Presidentes de Junta trabalham lado a lado, o território ganha força e política local torna-se real.

As freguesias presentes ultrapassaram diferenças partidárias, fronteiras concelhias e interesses “capelares”. Demonstraram que é possível cooperar sem perder identidade; pensar o território como um todo sem anular a singularidade de cada comunidade.

É isto que a democracia local tem de melhor. E é por isso que afirmo, com convicção plena: Os Presidentes de Junta não são peças secundárias do sistema autárquico. Os Presidentes de Junta são, nomeadamente nas Assembleias Municipais, a coluna vertebral da proximidade, da Liberdade e da Democracia.

Quando se juntam, como aconteceu nesta reunião, a Democracia cresce, o território ganha consistência, e o Bem Comum deixa de ser uma ideia abstrata para se tornar uma prática concreta.

Parabéns!

Ricardo Pereira

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