Universidade Senior

Uma turma da Universidade Sénior de Penafiel da ADISCREP está a desenvolver um projeto denominado “O que é Velho não é para Descartar” e está a reutilizar materiais para fazer jogos. O projeto, foi candidatado ao prémio “Junta-te ao Gervásio” da Sociedade Ponto Verde.

A candidatura ao prémio “Junta-te ao Gervásio” surge no âmbito do projeto “Nós e o Ambiente”, que tem sido levado a cabo pela Universidade Sénior, e na sequência iniciativa “O que é Velho não é para Descartar”, que visa a utilização de produtos reciclados na criação de jogos. “O objetivo é dar valor a todos os produtos que existem. A natureza é escassa e temos necessidades muito múltiplas e temos que perceber que tudo pode ser aproveitado e nada vai para o lixo”, referiu ao Jornal IMEDIATO Júlia Anileiro, professora da disciplina de Desafios da Universidade Sénior.

“É valorizar os produtos que temos e dar-lhe uma nova roupagem”, frisou a docente, explicando que no caso da ADISCREP permitiu não só fazer jogos a partir destes produtos, mas também “o treino das competências” aos alunos que estão envolvidos no projeto. “Trabalhamos muitos jogos matemáticos, jogos que treinam o raciocínio, mas também jogos de pontaria, de estratégia, um treino fundamental para estimular o desenvolvimento das capacidades cognitivas, porque atrasa o declínio cognitivo associado ao envelhecimento”, acrescentou.

Este é um dos muitos projetos da Universidade Sénior de Penafiel, que conta com a participação de cerca de 20 alunos da turma de Desafios.

Rui Rodrigues é um dos alunos da Universidade Sénior, que participou no projeto. “O que me atrai são algumas áreas específicas que pomos de lado durante a nossa vida profissional e que agora podemos desenvolver”, explicou, acrescentando que este projeto é “uma mais valia”, por ser um sítio onde podem continuar a trabalhar em áreas para as quais não tiveram tempo durante a vida profissional.

A Universidade Sénior da ADISCREP tem 100 alunos e promove várias atividades nas mais diversas áreas, entre as quais ioga, música, teatro, poesia, cozinha, inglês, história, educação física, saúde e estética, entre outras.

Com 30 voluntários, dos quais 20 professores, trabalha para os seniores, uma faixa etária para a qual Sofia Leal, responsável pela Universidade Sénior da ADISCREP, entende que há pouca oferta de atividades. “Há na sociedade pessoas muito válidas, entregues a si próprias e precisam de uma motivação para sair à rua, para continuarem a viver. Hoje em dia os próprios médicos aconselham as pessoas a inscrever-se nas Universidades Seniores como terapia”, acrescentou, defendendo uma resposta mais cuidada da sociedade e geral, a nível institucional. “Trabalhamos com voluntários, pessoas que dão o seu tempo para melhorar a qualidade de vida desta faixa, que é muito importante”, concluiu.

 

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