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Fotografia: Direitos Reservados

Os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram o crescimento da atividade turística no país após a pandemia COVID-19, e consequentemente, nos alojamentos turísticos do Município do Porto.

Turismo a nível nacional no primeiro trimestre de 2022

A nível nacional registou-se uma evolução significativa da atividade turística durante os primeiros três meses do ano referente. Os alojamentos turísticos nacionais receberam no mês de março cerca de 1,6 milhões de hóspedes e 4 milhões de dormidas.

Houve, durante este período, uma maior contribuição dos mercados externos, com 2,7 milhões de dormidas, face à do mercado interno, que contribuiu apenas com 1,3 milhões de dormidas.

Verificou-se uma prevalência dos hóspedes internacionais relativamente aos nacionais: os britânicos lideraram as dormidas, seguindo-se os alemães e os franceses.

Observou-se ainda que a nível nacional a área mais procurada foi a Área Metropolitana de Lisboa, que preencheu 30,1% do total das dormidas do mês de março. Seguiu-se o Algarve, com 21,8%, o Norte com 16,7% e, por último, a Região autónoma da Madeira com 14,2%.

Em relação aos preços aplicados, demonstrou-se um aumento de 324,3% nos valores de rendimento médio por quarto disponível, valor esse que se manteve nos 31,3 euros no mês de março.

As áreas que atingiram valores de rendimento médio por quarto disponível mais elevados foram a Área Metropolitana de Lisboa e a Região Autónoma da Madeira.

De que forma se refletiu este crescimento no Município do Porto?

Através dos dados cedidos pelo Portal do INE, comprova-se que o crescimento da atividade turística no país se refletiu diretamente no Município do Porto, onde se verificou um aumento de dormidas durante os primeiros três meses do presente ano.

Esse aumento tem sido gradual, isto é, no mês de janeiro, houve mais de 125 mil dormidas, em fevereiro o número aumentou para mais de 208 mil, e em março para mais de 292 mil. No total, durante o primeiro trimestre, perfez-se um número de dormidas, no Município do Porto, superior a 625 mil.

Os dados divulgados pelo Portal informam também que a maior percentagem das dormidas em causa foi preenchida pelos não residentes do Município (73,6%) correspondendo a mais de 228 mil dormidas. Por sua vez, os residentes reservaram mais de 165 mil dormidas, ou seja, 26,4% do total.

Comparação com os anos anteriores

No Porto, o número de dormidas nos primeiros três meses deste ano foi altamente superior ao efetuado em 2021, ano em que se registaram cerca de 64 mil dormidas, constituindo um aumento de 970% entre os anos comparados. À medida que o turismo foi crescendo, também aumentaram os valores de rendimento médio por quarto disponível.

Esta evolução face ao ano anterior é notória. Os números são justificados, na sua maioria, pelo decorrer de uma pandemia durante os anos de 2020 e 2021 que em muito afetou o turismo. A atenuação das medidas aplicadas reflete-se em grande escala nos valores que o turismo tem alcançado.

Apesar desta enorme melhoria em relação ao ano anterior, se compararmos os valores de 2022 com os obtidos no período homólogo de 2019, concluímos que os números alcançados este ano permanecem inferiores aos atingidos no ano em que a COVID-19 ainda não tinha alcançado Portugal.

A nível nacional a procura foi inferior em todas as áreas do território português, mas a diferença foi mais evidente nas regiões do Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa. Além disso, o número de hóspedes foi 15,3% inferior e o número de dormidas 12,7% mais baixo do que em 2019.

No Porto, esta diminuição também foi relevante: observou-se uma redução de 5,1% nas dormidas em comparação com Março de 2019. Não só se registou uma diminuição das dormidas dos não residentes, como também dos residentes, ainda que em menor grau, menos 16,5% e menos 3,6% respetivamente. Também o rendimento médio por quarto disponível foi superior em Março de 2019.

Apesar de estarmos a caminhar para a recuperação do turismo ainda não atingimos os níveis pré-pandemia.

Para responder ao aumento da procura a tendência é que se aumente a oferta e que, portanto, mais proprietários coloquem o seu alojamento disponível para reserva. O sucesso de um alojamento local está dependente da sua distinção entre as restantes ofertas.

De modo a simplificar e melhorar a gestão de alojamento local no Porto, existem empresas como a GuestReady, uma plataforma que promete “eliminar os inconvenientes do alojamento local e aumentar a receita”, como se lê no site.

A start-up, que tem uma presença activa no Porto e em Lisboa, gere uma carteira de mais de 1000 propriedades.

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