RioCarvalhosa final

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra as águas do Rio Carvalhosa cobertas por uma densa camada de espuma branca. A Junta de Freguesia de Carvalhosa fala em “vergonha” e garante que já tomou as diligências necessárias para punir os responsáveis.

Imagens captadas pela população e partilhadas nas redes sociais mostram o rio que atravessa a freguesia a caminho de Moinhos (Frazão) onde se une ao Rio Ferreira transformado num rasto de poluição, com águas quase totalmente submersas por uma substância espumosa e esbranquiçada.

Em comunicado, a Junta de Freguesia de Carvalhosa classificou a situação como “uma vergonha e um crime ambiental” que não será tolerado. O executivo liderado por José Maria Matos já avançou com as diligências necessárias junto das autoridades competentes e assegura que não haverá espaço para “avisos amigáveis”.

“Acabou-se a paciência”

A revolta da autarquia local não se prende apenas com o rio. O comunicado revela um padrão de comportamento incivilizado na freguesia, mencionando que áreas de mato recentemente limpas com “esforço e custos enormes” foram transformadas em lixeiras privadas logo no dia seguinte à intervenção pública.

“A nossa função não é andar a correr atrás de gente sem civismo”, pode ler-se na nota publicada. “Desta vez, não haverá perdão. Quem destrói o que é de todos, vai ter de arcar com as consequências.”

Apelo à Denúncia

A Junta de Freguesia apela agora à colaboração direta dos cidadãos para identificar os infratores. O objetivo é recolher nomes e provas concretas para assegurar que as multas e as sanções legais cheguem efetivamente aos responsáveis pela poluição.

As autoridades ambientais, nomeadamente o SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente) da GNR, deverão ser chamadas a investigar a origem exata da descarga, que pelas imagens sugere ser proveniente de atividade industrial ou despejo ilegal de resíduos químicos.

Este incidente volta a colocar na ordem do dia a fragilidade dos ecossistemas fluviais na região e a necessidade de uma fiscalização mais apertada sobre as unidades industriais e agrícolas que marginam os cursos de água.


Veja o vídeo da descarga:

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