Clássica Ribeiro da Silva / Luís Mendonça
Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo

Depois de deixar de constar na listagem de atletas inscritos na 83.ª Volta a Portugal, o ciclista paredense Luís Mendonça esclareceu que não vai participar por decisão própria, afirmando querer evitar “tirar a equipa do foco que é lutar” pela liderança da prova.

“Apesar de nada me ter impedido de competir, além da pressão dessas mesmas entidades, eu e a minha equipa decidimos livrar nos deste circo mediático que se iria montar à minha volta, num clima de suspeição constante… e eu sem documentação para conseguir provar o contrário… só a minha palavra… isso iria tirar a equipa do foco que é lutar pela Volta a Portugal… e pela equipa, principalmente pelos meus colegas e amigos dentro desta equipa, assim ficou decidido”, lê-se, na nota publicada nas redes sociais do atleta.

O atleta confirmou que as suas duas residências foram alvos de buscas pela Polícia Judiciária, mas sublinhou que as autoridades não encontram produtos ilícitos ou dopantes e que não foi constituído arguido.

“Visto isto, senti de certas entidades organizadoras uma relutância brutal na minha participação na Volta a Portugal… por ter sido alvo de investigação e por não saberem concretamente o desfecho da mesma. Se poderia provar a minha inocência e ir na mesma à Volta? Só tenho a minha palavra visto que no final das buscas apenas assinamos o desfecho do relatório feito da PJ e que fica apenas na posse da mesma”, esclarece, no comunicado.

Com uma “sensação de impotência e de injustiça”, o ciclista da Glassdrive / Q8 / Anicolor afirma estar “inocente, limpo e de consciência tranquila”, mas que “sofre” com o caso. “O futuro irá provar a minha inocência… e aí quero ver onde estão esses “comentadores de bancada”, ou as capas de jornal sobre o assunto”, remata.

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