Leão Máquinas
António e Pedro Leão. Fotografia: IMEDIATO / Ricardo Rodrigues

Comercializar máquinas e equipamentos para a indústria da madeira é a principal missão da Leão Máquinas há 35 anos. Este marco coincide com uma fase de aposta, tanto nos meios digitais como no desenvolvimento de nova maquinaria para colocar a empresa na vanguarda da região.

Quando António Leão assumiu o leme da Leão Máquinas, em 1987, não imaginava que, 35 anos após a sua formação, a empresa vendesse produtos para todo o país através da internet.

Esta é, todavia, uma realidade, com o recente lançamento de uma loja digital que permite a compra de equipamentos através de um simples clique. Para o proprietário da Leão Máquinas, esta é uma valência “essencial” tendo em conta as características do mercado, em que as compras à distância têm assumido uma importância fulcral.

“Acho que é essencial, o online é muito importante para o nosso futuro e vamos aumentar a nossa presença, especialmente nesta fase da pandemia. Quem estava mais avançado nesta área acabou por viver um bocado à pala do online”, explicou António Leão.

Uma das causas que assume maior importância nos dias de hoje é também o ambiente e a redução de consumo de produtos de plástico. Nesse sentido, a Leão Máquinas está envolvida num projeto de desenvolvimento de uma máquina para assegurar a produção de materiais em madeira como colheres para café e suportes para gelados, equipamento que deve estar concluído até ao final do ano.

“Esta é uma parceria com outra empresa que vai permitir criar uma máquina nacional e produzir estes produtos para o país”, contou o responsável.

À conversa com o IMEDIATO, foi revelado ainda que está a ser testada a possibilidade de disponibilizar um serviço inovador na região: o aluguer de maquinaria a empresas e particulares, de forma a responder a necessidades casuais que não justificam a aquisição definitiva dos equipamentos.

A empresa sediada em Paços de Ferreira tem ainda “na mira” um aumento dos seus armazéns em Ferreira, que passará a ter 3.500 metros quadrados.

A descoberta e perseverança fazem parte do ADN da Leão Máquinas, que em 35 anos de história já conta, por exemplo, com uma expansão para Angola, um mercado que se tem provado “apetecível, mas muito difícil” devido à volatilidade do mercado do país e da instabilidade causada pela pandemia, que têm travado a evolução esperada no país.

Pandemia não parou a Leão Máquinas

Ao lado de António Leão encontra-se o seu “braço direito”, o filho, Pedro Leão. Ao jornal, revelou que, devido ao facto de a empresa estar intimamente ligada à indústria da madeira e mobiliário, não sofreu grandes impactos devido à pandemia, com exceção dos primeiros tempos em que a covid-19 ainda era uma novidade.

“Não sentimos uma grande evolução com a reabertura porque a indústria praticamente não parou, a única dificuldades que temos acaba por ser na importação do material, com os transportes”, contou Pedro Silva.

O aniversário acaba por ser marcado por um “período de estabilidade, mas ao mesmo tempo de crescimento”, que todos pretendem que continue.

“Estou contente com a evolução. É óbvio que nestes 35 anos se viveram fases boas e fases muito difíceis. Estes últimos 12 anos têm sido muito difíceis com uma crise nunca antes vista. (…) Felizmente as coisas melhoraram e a partir de setembro de 2020 foi sempre a bombar e esperamos que no futuro assim continue”, rematou António Leão.

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