Qatar
Fotografia: Amenistia Internacional

1. Condições de trabalho

Ao longo da última década, milhares de trabalhadores migrantes no Qatar enfrentaram condições laborais inseguras, equivalentes a trabalho forçado. Oriundos de países como o Nepal, Paquistão, Índia, Bangladesh ou Sri Lanka, os migrantes foram sujeitos a um ciclo de exploração e abusos de direitos humanos, marcados pela exposição ao clima extremo do Qatar, horas de trabalho excessivas e fisicamente extenuantes e negação de dias de descanso.

 

2. Morte de trabalhadores

Para a realização do Mundial, além das violações de direitos humanos sofridas pelos trabalhadores migrantes, muitos acabaram por perder a própria vida. Num relatório de agosto de 2021, a Amnistia Internacional documentou como o Qatar emitiu certidões de óbito para trabalhadores migrantes sem conduzir investigações adequadas, atribuindo às mortes justificações como “causas naturais” ou falhas cardíacas vagamente definidas.

 

3. Números difíceis de apurar

A Amnistia Internacional consultou médicos, reviu dados do governo, analisou certidões de óbito e entrevistou famílias de trabalhadores migrantes que morreram no Qatar. A Autoridade de Estatísticas Pública do Qatar contabilizou 15.021 mortes de cidadãos não qataris no país, entre 2010 e 2019, mas refere que o número se aplica a pessoas de todas as idades, ocupações e causas de morte diversas, não só a trabalhadores migrantes envolvidos na preparação do Mundial.

 

4. Compensação às vítimas

A Amnistia Internacional – Portugal mantém aberta uma petição para a reparação dos trabalhadores migrantes e das suas famílias por parte da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e das autoridades do Qatar, e ainda para o apoio a iniciativas de proteção dos direitos dos trabalhadores no futuro. A organização instou a FIFA a igualar, pelo menos, os 440 milhões de dólares que distribui em prémios no Mundial para cobrir estes custos de compensação.

 

5. Em Portugal

Em solidariedade para com os trabalhadores migrantes que enfrentaram condições de trabalho forçado, a Amnistia Internacional – Portugal lançou a campanha “Não esquecemos os direitos humanos”, baseada no artigo 4º da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos”, para que as histórias destas pessoas ainda possam ter uma hipótese de justiça.

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