igreja raimonda
Fotografia: Direitos Reservados

Depois de imagens da Igreja Matriz de Freamunde iluminada de forma diferente, um consenso encontrado entre a Comissão das Sebastianas e a paróquia de Freamunde de forma a “preservar o património”, a Comissão de Festas de Raimonda publicou um comunicado em que apresenta a sua posição relativamente ao facto da igreja raimondense apenas ter sido iluminada na véspera das Festas de S. Pedro, pela Junta de Freguesia. Pároco de Raimonda, Manuel Brito, refuta as afirmações da comissão e o presidente da Junta de Freguesia alerta para uma “instrumentalização” da situação.

O presidente da comissão organizadora da romaria raimondense, Artur Ferreira, afirmou, em comunicado publicado nas redes sociais que a igreja “não foi iluminada, não por vontade desta comissão (…) mas na última reunião, a cinco dias da realização das festas, [o pároco] deixou claro a vontade dele e só dele, não deixava iluminar a Igreja“.

Contactado pelo IMEDIATO, o pároco de Raimonda e Freamunde, Manuel Brito, recusou existir uma oposição da paróquia em relação à iluminação da igreja, referindo que, tal como sucedeu em Freamunde, o objetivo é a adoção de métodos de iluminação “não invasivos ao património de todos”.

“Começam a circular algumas informação incorretas. Eu reuni e transmiti à comissão de festas de que poderiam iluminar, mas não de forma invasiva. Já há muitos meses tinha altertado que a iluminação não poderia ser invasiva, os festeiros já sabiam. Aliás, no ano passado, e também por causa disto, a igreja foi iluminada com recurso a projeção”, afirmou o pároco.

Segundo o presidente da Comissão de Festas de Raimonda, na véspera do arranque da festa, 28 de junho, o presidente da Junta de Freguesia de Raimonda, Jocelino Moreira, solicitou uma reunião “de urgência” com a comissão de festas para pedir autorização para iluminar a Igreja Matriz, contando com autorização do pároco. “Da nossa parte foi dito que não nos opúnhamos ao que viessem a fazer, nem nos responsabilizávamos quer pela iluminação escolhida bem como por quaisquer danos que pudessem vir a causar”, afirma Artur Ferreira.

Recorde-se que também em Freamunde, outra paróquia sob a responsabilidade do padre Manuel Brito, a Comissão das Sebastianas teve a necessidade de encontrar uma forma diferente de iluminar a Igreja Matriz, não recorrendo à colocação de pregos nas paredes do templo.

População de Raimonda está a ser “instrumentalizada”, alerta Jocelino Moreira

Ao IMEDIATO, o presidente da Junta de Freguesia de Raimonda, Jocelino Moreira, considera que a questão em causa está a ser utilizada por “movimentos externos à freguesia” que pretendem “destabilizar” a comunidade e que a Junta pretende “construir pontes”.

“A Junta de Freguesia quer construir pontes e esta é mais uma. Falamos com as partes, conversamos muito e chegamos a um entendimento. Se calhar a solução não foi a ideal, mas gerou concordância”, considerou o autarca de freguesia.

Jocelino Moreira considera que a polémica criada em torno da iluminação da igreja está a “reduzir a festa a esta questão e criar “destabilização” em Raimonda, num momento em que a freguesia se prepara para um investimento de cerca de três milhões de euros em obras na creche e na construção de um lar.

“Há aqui um conjunto de movimentos externos a Raimonda. Esta foi uma festa extraordinária, todos os festeiros estão de parabéns e reduzir um fim-de-semana como estes a esta questão é mesmo muito redutor. (…) Há raimondenses que estão a ser instrumentalizados por pessoas que sabem muito bem o que estão a fazer, porque há um pormenor muito importante: em breve vamos iniciar obras de três milhões de euros no Centro Social e o presidente é o padre Manuel Brito”, afirmou Jocelino Moreira.

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