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Festival acontece na freguesia de Cabeça Santa

Organizado pela Associação 140, o festival regressa a Gumarães nos dias 12 e 13 de setembro com uma programação gratuita que cruza jazz contemporâneo, artes visuais e projetos comunitários.

A antiga Escola de Gumarães, em Cabeça Santa, no concelho de Penafiel, volta a abrir as portas nos dias 12 e 13 de setembro para acolher a segunda edição do GumaJazz — Festival de Jazz e Artes. Promovido pela Associação 140, o evento transforma o antigo espaço escolar num ponto de encontro, criação e experimentação artística, mantendo a gratuitidade de acesso ao público.

Na sua segunda edição, o festival regressa ao lugar onde nasceu com uma programação que cruza música, artes, criação e comunidade, transformando durante dois dias um espaço marcado pela memória num lugar de encontro, participação e experimentação. Depois da primeira edição, em 2025, o GumaJazz regressa com uma proposta mais abrangente, sem perder a relação com o jazz e com a improvisação que estão na sua origem. Este ano, a música passa a conviver de forma ainda mais assumida com outras formas de criação artística e com um trabalho desenvolvido diretamente com a comunidade de Gumarães. A antiga escola é, mais uma vez, o centro do festival. Um espaço que durante anos foi lugar de aprendizagem e partilha e que agora volta a cumprir, de outra forma, essa mesma função. Durante o GumaJazz, a escola volta a ser um espaço onde se aprende, se experimenta, se cria e se partilha.

Música contemporânea e envolvimento comunitário

O cartaz musical reúne nomes do jazz contemporâneo e da música improvisada. O cartaz integra o Duarte Ventura Quinteto, liderado pelo vibrafonista premiado no Prémio Jovens Músicos; o trio portuense Themandus, focado no cruzamento entre jazz e eletrónica; e a contrabaixista cubana Yudit Almeida, que se apresenta ao lado de Ricardo Moreira e João Ribeiro num espetáculo que inclui Lindy Hop.

A programação conta ainda com o projeto “Reencantos de Trabalho”, de Tota + Ricardo Coelho, além de atuações de Clara Lacerda, Catarino – Kualan, Frederica Campos + Inês Gouveia e do Eugénia Contente Trio — este último fruto de uma parceria curricular com o Ponto C — Cultura e Criatividade. O fomento a talentos emergentes do concelho é reforçado com a participação do Combo Azevinhos, escola de música local.

Uma das novidades estruturais de 2026 é a Residência Gumarães, dirigida pelo criador e mediador Artur Carvalho (com percurso ligado ao Serviço Educativo da Casa da Música). O projeto propõe um processo de criação coletiva com os habitantes locais, cujo resultado será apresentado a 12 de setembro, às 19h00.

Para além da programação musical, o GumaJazz inclui feira de artes e artesanato, workshops, comes e bebes e outras atividades que ocupam a antiga escola e o espaço envolvente. A ideia é que o festival não seja vivido apenas nos momentos em que há música no palco. O espaço é pensado para ficar, conversar, descobrir, comer, ouvir e encontrar outras pessoas. É essa dimensão que faz do GumaJazz mais do que um conjunto de concertos. É um festival construído à volta de um lugar e das relações que esse lugar pode voltar a criar.

Programa:

12 setembro – sábado
15h00 — Combo Azevinhos
16h15 — Tota + Ricardo Coelho
17h30 — Clara Lacerda Solo
19h00 — Duarte Ventura Quinteto
21h00 — Lindy Hop: Yudit Almeida Trio
22h45 — Jam Session

13 setembro – domingo
15h00 — Combo Azevinhos
16h15 — Tota + Ricardo Coelho
17h30 — Clara Lacerda Solo
19h00 — Duarte Ventura Quinteto
21h00 — Lindy Hop: Yudit Almeida Trio
22h45 — Jam Session

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