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Dia 6 comemorou-se o Dia Internacional do Desporto ao Serviço do Desenvolvimento e da Paz, assim como o Dia Mundial da Atividade Física. Num mundo, cada vez mais sedentário e “preso” às tecnologias digitais, nunca foi tão importante salientar a importância da atividade física.

Um dos indicadores que caracteriza se uma pessoa é ou não sedentária é o número de passos/dia. Assim, menos que 5000 passos/dia é indicador que é efetivamente sedentária e mais que 12500 passos/dia indica que é uma pessoa muito ativa. Algumas variações poderão ser introduzidas com objetivos específicos, nomeadamente para perder massa corporal, aumentando o tempo da atividade física ou, diminui-lo, para o mesmo número de passos! Sabe-se hoje, que a atividade física não melhora apenas a condição física do corpo humano, mas também a sua condição mental.

Contudo, a atividade física não deve ser realizada como uma obrigação e sacrifício (num ambiente emocional negativo), mas sim com entusiasmo, prazer e focada na promoção da nossa saúde. Se o fizer com amigo(a)s e em contacto com a natureza, estímulos positivos extras serão encontrados.

Relembrar que, com o avançar da idade a tendência é perder massa muscular o que realça ainda mais a importância de nos mantermos ativos. Outros, poderão ir mais além da atividade física e recorrerem a exercícios físicos direcionados para desenvolver determinada “zona muscular” (abdómen, coxas, costas, glúteos, peito,,…)  e com orientação profissional. Por fim, outros recorrem à prática do desporto, numa qualquer modalidade, seja ainda numa fase lúdica (mas onde ninguém gosta de perder) ou já no âmbito do desporto profissional e de alta competição. Agora sim, quero realçar a importância do desporto ao serviço do desenvolvimento e da paz.

Será que é isso que tem acontecido?

Embora o Relatório de Análise da Violência associada ao Desporto (RAViD época 2024/2025) tenha evidenciado uma diminuição global do número de incidentes, não deixa de ser curioso verificar que houve mais adeptos impedidos de entrar/expulsos assim como mais detenções.

Igualmente aumentou o número de incidentes ocorridos no futebol distrital, 2ª e 3ª liga. Infelizmente, passa muito frequentemente pelas televisões a má conduta que ocorre entre jogadores, treinadores e adeptos, nomeadamente por parte dos grupos organizados de adeptos (GOA).

Seria interessante refletir se a diminuição de incidentes na época passada se devesse a uma evolução ética e comportamental de todos os envolvidos ou a uma crescente aposta na segurança. Imaginem que terminava a proteção/segurança nos recintos desportivos. Podemos calcular o que se passaria? Esse é no nosso estado (real) evolutivo!

Um episódio de violência no futebol (por ser o mais mediático) que “contaminação” provoca perante os espetadores presentes e “virtuais”, nomeadamente nos mais jovens? Que danos traz para a sociedade?

Segundo o Livro Branco do Desporto da UE:

“O desporto é um fenómeno social e económico crescente, que contribui de forma importante para os objetivos estratégicos de solidariedade e prosperidade da União Europeia. O ideal olímpico do desenvolvimento do desporto para fomentar a paz e a compreensão entre nações e culturas, assim como a educação dos jovens,(…). Gera valores importantes, como o espírito de equipa, a solidariedade, a tolerância e a competição leal (fair play), contribuindo assim para o desenvolvimento e a realização pessoais.”

Para que isto ocorra, há que apostar nas pessoas! Afinal, tudo se resume “às pessoas”! Quanto se aposta na evolução ética dos nossos jovens? Que competências socioemocionais apresentam? E em jogo? Há que valorizar aquilo que realmente queremos como finalidade no desporto! Não chega ser “tecnicamente excelente! Há que ser excelente enquanto pessoa no jogo e fora dele. A formação, sendo essencial…pode não chegar! Somos o que somos no mundo de hoje, não por falta de conhecimento, mas sim, pela ausência prática, consciente, desse conhecimento. Um comportamento violento, psicológico ou físico, não pode passar sem uma ação pedagógica de reflexão, uma proposta de evolução e as respetivas consequências! E, claro, jamais poderá ser difundido pelas redes sociais!

É aqui que o Coaching pode fazer a diferença! No estabelecer um Plano de Superação Pessoal onde é desenvolvida e monitorizada determinada competência (entitativa, socioemocional e comportamental), na sua prática, ao longo do tempo.

Através da Prática do Coaching, caro atleta, desenvolva-se de forma integral física, mental e espiritualmente. Seja o exemplo do fair play, da ética, do prazer de ganhar de forma “limpa”. Aprenda a perder, para aprender a crescer e elogie o adversário (não inimigo).  E, quando ganhar,  motive o adversário e jamais o humilhe. Lembre-se que não há atletas ou equipas invencíveis!

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