A segurança e saúde dos trabalhadores deve ser uma prioridade nas organizações não por a mesma ser obrigatória, mas sim pelo interesse genuíno na promoção do bem-estar dos mesmos. Da mesma forma, o trabalhador deve ser o principal interessado na sua integridade física, com atitudes/comportamentos promotores de boas práticas de HST (Higiene e Segurança no Trabalho), nomeadamente de prevenção, eliminação do perigo, afastando-se dele ou protegendo-se (coletivamente/individualmente) do mesmo.
Claro que, nem todas as atividades apresentam a mesma perigosidade. Daí que, pelo menos uma dúzia delas, estejam classificadas como atividades de risco elevado. Dentro destas encontram-se as que envolvem a utilização e/ou exposição a produtos químicos ou agentes biológicos de determinados grupos. Numa visão meramente de HST, é natural que se identifiquem antecipadamente a que agentes (químicos/biológicos) ou mesmo radiações, a que vamos estar expostos e seguir rigorosamente toda a legislação, normas e regras de segurança estabelecidas. Se assim acontecer, já seria um bom início. Mas, curiosamente, não venho abordar esta temática no âmbito da HST. Enquanto nesta estamos preocupados com a exposição (externa) a agentes perigosos (e ainda bem), numa visão dentro do Coaching Transformacional Pessoal estamos focados na exposição interna a agentes perigosos! Afinal tudo é química! E no nosso corpo tudo também é biológico! Estamos conscientes deste laboratório sofisticado e ambulante de biologia e química que somos? E que funciona com “eletricidade”? Provavelmente não.
Umas das atividades principais do ser humano é pensar! Paralelamente ao pensamento (e mesmo antes deste) sentimos algo! Assim, esse Pensar/Sentir é a “ordem” para que o nosso organismo dispare uns quantos “agentes químicos” como neurotransmissores/hormonas! Pensar/Sentir é uma atividade de risco elevado, pois ficamos expostos a agentes químicos com consequências biológicas potencialmente nocivas para a nossa saúde! Infelizmente nesta situação, não existem equipamentos de proteção coletiva nem individual para colocar e mesmo que houvesse, não podíamos utilizar, pois, para complicar, precisamos de todos esses “agentes químicos” para a nossa saúde, mas em “doses” adequadas! A frequência, concentração e intensidade vão ditar o equilíbrio ou desequilíbrio! Mas não está tudo perdido. Podemos sempre agir no âmbito da promoção da saúde mental e na prevenção dos efeitos nocivos! De que forma? De duas formas, de dentro para fora….e de fora para dentro! Na primeira, trabalhando o autoconhecimento, autoconsciência e metacognição. Isso permitirá desenvolver a flexibilidade cognitiva, e as inteligências socioemocional e espiritual. Serão os pilares da nossa essência, que mesmo em ambientes externos “agressivos,” permitem uma adaptação positiva, manter a estabilidade emocional e a paz interna. Na segunda, de fora para dentro, implica desenvolver a cognição incorporada. A postura do corpo, a atividade física, a respiração, etc, quando conscientemente adotadas, contribuem igualmente no sentido de potenciar esse equilíbrio interno.
Assim, aquilo que pensa/sente pode ser o início da sua doença ou o princípio da sua “cura”. A decisão estará nas suas “mãos”, mas através do Coaching, como ferramenta de excelência de promoção de reflexões profundas, o caminho torna-se mais entusiasmante.
Através da Prática do Coaching, permita-se evoluir no sentido de um superior equilíbrio, agindo consciente e pacificamente em direção aos seus objetivos de vida.
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