O ministro da Administração Interna manifestou total confiança na atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP), sublinhando que a força de segurança não pode ficar parada quando a sua atividade é inviabilizada.
Numa tomada de posição oficial divulgada ao final da tarde nas redes sociais do MAI, a tutela abordou as recentes ocorrências em contexto de protesto, reconhecendo que «ninguém gosta de ver uma operação policial desta natureza». Contudo, o governante alertou que, «reiteradamente, uma minoria dos manifestantes viola a lei», sublinhando que «o Estado, o Governo e a Polícia de Segurança Pública não o podem permitir, quando protegem o direito à manifestação num quadro de legalidade».
Luís Neves frisou ainda que «nunca deveria ser precisa uma atuação policial mais musculada», explicando que, quando uma força de segurança intervém e emite uma ordem, o objetivo é que o cidadão a compreenda e acate, «não podendo haver bloqueios à firmeza do Estado».

Na mesma comunicação, o ministro reforça que a PSP dispõe de «autonomia técnica e operacional para fazer cumprir a lei» e que, nesse âmbito, tem desenvolvido um esforço contínuo para privilegiar o diálogo. No entanto, perante cenários de confrontação, a fasquia da resposta mantém-se inegociável: «Quando é atacada e inviabilizada a possibilidade de fazer o seu trabalho, a Polícia de Segurança Pública não pode ficar parada. Expresso total confiança na sua atuação», concluiu.


