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A produção do Adamastor Furia está limitada a 25 exemplares por ano

Após o sucesso nos testes de pista no Algarve, o protótipo de 1,6 milhões de euros recebeu a matrícula “400001” e iniciou a fase de validação em contexto real. A produção será limitada a 25 unidades anuais.


O panorama automóvel português acaba de assinalar um marco importante. O Adamastor Furia, o primeiro supercarro de luxo projetado e fabricado em Portugal, abandonou o ambiente controlado dos circuitos para enfrentar o asfalto das estradas públicas. O Development Prototype #1 já circula com a matrícula de testes “400001”, atribuída pelo IMT, marcando o início de uma fase crítica: a homologação para o uso quotidiano.

Da Pista para a Cidade: O desafio da versatilidade

Depois de uma fase intensiva de desenvolvimento no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, onde o foco foi a performance pura e a aerodinâmica, a equipa da Adamastor centra-se agora na “vida real”. As imediações da cidade do Porto e de Matosinhos serviram de cenário para a estreia urbana do modelo.

O objetivo desta etapa é claro: garantir que um veículo capaz de prestações de competição consiga lidar com os constrangimentos do trânsito moderno.

  • Gestão Térmica: Testar a refrigeração do motor em situações de para-arranca e semáforos.

  • Conforto e Dinâmica: Validar a suspensão e a manobrabilidade em rotundas e estradas de montanha.

  • Autonomia de Utilização: Eliminar a necessidade de transporte em atrelado, permitindo que o proprietário conduza o carro diretamente da sua garagem até ao circuito.

“O Furia não só estabelecerá novas referências em termos de desempenho em circuito, mas também fora dele, permitindo que o seu condutor possa usufruir de um produto de excelência sempre que assim entender”, afirma a marca em comunicado.


Engenharia de Elite com Selo Nacional

Sediada no Porto, a Adamastor posiciona-se como um fabricante de baixo volume (low volume manufacturer), focada na inovação tecnológica. A empresa reforçou a sua estrutura com especialistas do setor e parcerias internacionais para garantir componentes de topo, habitualmente reservados à categoria GT de competição.

O Furia foi desenhado para ser uma proposta “Road Legal”, mas com ADN de pista. No entanto, a exclusividade tem um preço: cada unidade deste superdesportivo terá um custo base de 1,6 milhões de euros. Para manter a raridade e o valor de mercado, a produção está estritamente limitada a 25 exemplares por ano.

O Simbolismo da Matrícula “400001”

A matrícula vermelha que ostenta o protótipo atual é descrita pela empresa como “plena de simbolismo”. Representa não só o nascimento de um novo construtor, mas a ambição de Portugal em competir no restrito segmento dos supercarros, onde marcas como a Pagani, Koenigsegg ou Rimac dominam.

A Adamastor prevê que, após a conclusão desta fase de testes e recolha de dados, as primeiras unidades de produção em série comecem a ser entregues, substituindo as chapas de teste pelas matrículas definitivas que levarão o nome de Portugal às estradas além-fronteiras.

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