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Vencedor e distinguidos da 8.ª edição do Prémio Literário António Mendes Moreira reunirem-se na entrega de prémios em Paredes, com destaque para o 1.º classificado, António Miguel Correia

O autor lordelense foi distinguido pelo texto «A madeira também aprende a ser livre». A conquista foi publicamente congratulada pela Junta de Freguesia de Lordelo, que enalteceu o talento local.

António Miguel Correia é o grande vencedor da 8.ª edição do Prémio Literário António Mendes Moreira, promovido pelo Município de Paredes. O anúncio dos resultados e a entrega dos galardões decorreram na passada sexta-feira, 30 de outubro, durante a programação cultural das «Noites Negras», numa cerimónia conduzida pela vereadora da Cultura, Beatriz Meireles.

O autor conquistou o 1.º prémio (no valor pecuniário de 500 euros) com o texto inédito «A madeira também aprende a ser livre». A edição deste ano desafiou os participantes a escreverem sobre o tema «A Mulher e a Constituição Portuguesa de 1976».

Orgulho em Lordelo

A conquista do escritor não passou despercebida na sua terra natal. Em nota pública, a Junta de Freguesia de Lordelo felicitou calorosamente o autor pelo reconhecimento obtido, destacando o orgulho de ver um talento da terra projetar o nome da freguesia através da cultura.

A autarquia local recordou ainda que, no início do mês de outubro (sábado, dia 10), a sua sede acolheu a apresentação do romance de Miguel Correia, O Menino Marceneiro. O evento transformou o espaço numa antiga oficina de marcenaria para recriar o ambiente tradicional da região, num livro inspirado nas memórias familiares do autor sobre a vida de um jovem marceneiro durante o Estado Novo, a Guerra Colonial e o pós-25 de Abril.

Os restantes premiados

O pódio do concurso literário municipal completou-se com o 2.º prémio (250 euros) atribuído a Pedro Pinto, com o trabalho «Não retiro nem uma palavra», e o 3.º prémio (100 euros) entregue a Ana Paula Miranda, pela obra «A mulher por trás de “todos” – Uma carta da Constituição da República Portuguesa».

O júri, composto por três elementos de reconhecido mérito na área literária e presidido sem direito a voto por um representante do Município, concedeu ainda duas Menções Honrosas:

  • «Quando a lei perdeu o género», de José Carlos Lopes;

  • «A folha que não varri», de Nádia Eusébio.

Além da atribuição dos valores pecuniários aos três primeiros classificados, todos os cinco trabalhos distinguidos nesta edição serão publicados pela Câmara Municipal de Paredes na edição de 2027 da revista Orpheu Cultural.

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