O som vibrante e tradicional do cavaquinho ecoou, esta terça-feira, nos corredores do Hospital de Amarante. Para assinalar o Dia Mundial da Saúde, celebrado a 7 de abril, o músico e compositor Jorge Martins promoveu uma iniciativa musical que uniu arte e gratidão, transformando por momentos a rotina clínica num espaço de bem-estar e proximidade humana.
Uma Retribuição com Significado
Mais do que uma simples performance, o evento carregou uma forte carga simbólica. O convite partiu da própria equipa de enfermagem que, em tempos, acompanhou o músico durante um processo de recuperação. O reencontro culminou num momento de partilha onde estiveram presentes não só os profissionais de saúde, mas também o médico responsável pela intervenção cirúrgica de Jorge Martins, que lhe permitiu continuar a tocar o seu instrumento de eleição.
“Através desta ação, pretende-se destacar o papel da música como complemento ao cuidado, promovendo tranquilidade e partilha num ambiente onde diariamente se cuida da saúde“, refere a organização.
A Polivalência de um Instrumento Nacional
Acompanhado por alguns alunos do instrumento, Jorge Martins apresentou um repertório composto por temas originais, demonstrando a riqueza da identidade cultural portuguesa. A versatilidade das composições surpreendeu os presentes, quebrando o estigma de que o cavaquinho se limita a géneros restritos.
-
O impacto: Utentes e profissionais mostraram-se visivelmente rendidos à sonoridade do instrumento.
-
A reação: Segundo relatos da iniciativa, muitos ficaram “admirados por um instrumento como o cavaquinho permitir uma polivalência tão grande de músicas”.
Música como Terapia
A iniciativa reforçou a ideia da música enquanto ferramenta de humanização dos cuidados de saúde. Ao levar melodia e harmonia ao hospital, Jorge Martins conseguiu criar pontes de empatia entre quem cuida e quem é cuidado, provando que o bem-estar físico e emocional caminham lado a lado.

