O Partido Social Democrata (PSD) anunciou o seu voto contra o Orçamento Municipal de Paços de Ferreira para 2026. Apesar de o documento prever um montante recorde de 88,5 milhões de euros , os sociais-democratas consideram que a proposta consolida um modelo de governação “centralizado” e sem visão estratégica para o crescimento económico sustentável do concelho.
As Críticas ao Orçamento
Em declaração de voto, os vereadores do PSD justificam a oposição com base em vários pontos críticos:
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Centralização Municipal: O PSD acusa a maioria socialista de reduzir o espaço de intervenção das freguesias, associações e setor privado, tornando a comunidade mais dependente da estrutura da Câmara.
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Sustentabilidade Financeira: O partido alerta para o crescimento da despesa corrente (pessoal e serviços) e o aumento do endividamento, o que poderá comprometer a margem de manobra de futuros mandatos.
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Estagnação Económica: É apontada a ausência de um Plano Diretor Municipal (PDM) atualizado há 12 anos, a falta de novas áreas industriais e o atraso em projetos como o Habitech.
O Plano Alternativo do PSD
Como contrapartida, o PSD apresentou um conjunto de propostas concretas divididas por áreas estratégicas:
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Economia: Criação de uma Agência Municipal de Desenvolvimento Económico e revisão urgente do PDM.
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Apoio Social: Implementação de um Fundo de Emergência Social, transporte a pedido para idosos e uma linha de apoio 24h.
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Juventude e Coesão: Criação do “Voucher Jovem Empresário” (até 10.000€) e reforço efetivo das transferências para as Juntas de Freguesia.
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Associações: Lançamento de um programa municipal de apoio à aquisição de viaturas para IPSS, clubes e associações.
“O PSD recusa um modelo que faz crescer a Câmara, mas não faz crescer o concelho”, afirmam os vereadores na nota final, reiterando a necessidade de uma governação que confie mais na iniciativa privada e na autonomia local.


