Assalto bombas
Segundo o Jornal de Notícias, dupla usou uma faca para roubar dinheiro da Shell. FONTE: JN
Pessoas 2030

Os suspeitos, de 33 e 37 anos, iniciaram a atividade criminosa em Meixomil e atuavam com o rosto descoberto para financiar a toxicodependência. Ficaram em prisão preventiva.

O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR do Porto deteve dois homens, de 33 e 37 anos, residentes no concelho de Paços de Ferreira, suspeitos de perpetrarem uma vaga de assaltos violentos a postos de abastecimento de combustível na região do Grande Porto. Os indivíduos já foram presentes a primeiro interrogatório judicial e recolheram à prisão preventiva.

O início da vaga criminosa em Paços de Ferreira

Segundo avança hoje o Jornal de Notícias, a onda de roubos começou no passado dia 16, tendo como primeiro alvo o posto de abastecimento do Intermarché, situado na freguesia de Meixomil, em Paços de Ferreira, terra natal da dupla. Após consumarem este primeiro roubo, os suspeitos seguiram para as bombas da Shell, em Alfena (no mesmo concelho), mantendo o mesmo “modus operandi”.

Nos dias seguintes, a dupla expandiu o raio de ação a vários concelhos vizinhos:

  • Dia 17: Assalto ao posto do Intermarché de Jovim, em Gondomar.

  • Dia 18: Assalto às bombas da BP, na localidade de Pedrouços, na Maia.

  • Outros alvos: Postos de abastecimento em Valongo e Santo Tirso.

Atuação violenta causava pânico

A rapidez e a violência da sucessão de assaltos, cometidos num curto espaço de dias, geraram a apreensão entre proprietários e funcionários das gasolineiras da região. A dupla atuava sempre de cara destapada, entrando nos estabelecimentos e ameaçando os funcionários — recorrendo, inclusive, a uma faca — para exigir o dinheiro imediato das caixas registadoras.

Motivação: Segundo apurado pelas autoridades, os dois detidos sofrem de toxicodependência e utilizavam o dinheiro roubado para alimentar o vício da droga.

Suspeitos já referenciados

Os dois homens já eram referenciados pelas forças de segurança por diversos tipos de ilícitos criminais. Inclusive, no ano transato, um deles já havia sido detido pela GNR precisamente pelo mesmo tipo de crime.

O NIC da GNR do Porto, que já se encontrava no encalço dos suspeitos, conseguiu localizá-los e proceder à sua detenção. Após serem presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, foi-lhes aplicada a medida de coação mais grave: a prisão preventiva.

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