O PSD de Paços de Ferreira, em nota enviada à redação, informou que remeteu ao Presidente da Câmara Municipal “um pedido formal de esclarecimentos sobre a falta de aquecimento em cerca de metade dos centros escolares do concelho”.
Segundo os social-democratas e “de acordo com as informações” de que dispõem, “vários estabelecimentos de ensino e educação encontram-se com falhas no funcionamento dos sistemas de aquecimento, numa altura em que se registam as temperaturas mais baixas do inverno, situação que levanta sérias preocupações quanto ao conforto, ao bem-estar e às condições básicas de aprendizagem das crianças”.
Segundo a nota, esta situação “assume especial gravidade” por estar a ocorrer no primeiro ciclo e jardins-de-infância, mas também nas creches recentemente inauguradas, “onde estão acolhidas crianças muito pequenas e particularmente vulneráveis ao frio”.
Assim, o PSD pediu ao autarca Paulo Ferreira que confirme a informação, esclareça se existem mais edifícios afetados e pede explicações para os motivos que estiveram na origem da falha. Exigem ainda “uma rápida resolução do problema, com a reposição integral do aquecimento em todos os estabelecimentos”, por consideraram que condições adequadas nos estabelecimentos de ensino “deve ser uma prioridade absoluta do Município”.
Autarquia diz que situações identificadas estão “solucionadas” e prenderam-se com “constrangimentos pontuais na distribuição de combustível”
Contactada pelo Jornal IMEDIATO sobre o problema denunciado pelo PSD, a Câmara Municipal de Paços de Ferreira deu nota de que “as situações entretanto identificadas se encontram, ao momento, solucionadas”, tendo “as dificuldades registadas” resultado de “constrangimentos pontuais na distribuição de combustível, alheios à vontade do Município, que foram prontamente ultrapassados, pelo que todos os centros escolares se encontram com sistema de aquecimento em funcionamento”.
Sobre o Centro Escolar de Eiriz, a autarquia afirma que “a situação reportada remonta à fase inicial da construção e do respetivo equipamento do edifício, o qual se revelou, infelizmente, subdimensionado face às atuais necessidades e capacidades de utilização”.
Mais acrescenta que se trata de uma “limitação estrutural que tem vindo a ser acompanhada pelos serviços municipais”, estando o município a “desencadear o respetivo procedimento para aquisição de um novo sistema de aquecimento”.
A autarquia assegura que “mantém como prioridade absoluta a garantia de condições adequadas de segurança, conforto e bem-estar para todas as crianças, alunos e profissionais da comunidade educativa, atuando com a maior celeridade sempre que surgem situações que o justifiquem”.

