Valentim Sousa com Maria Tomás

O projeto nasce num terreno de cerca de 16 hectares, dos quais quatro hectares foram doados pela família proprietária para a concretização do projeto. A futura infraestrutura prevê uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) de até 120 vagas, habitações independentes e uma abordagem integrada à inclusão social.

Um investimento de cerca de 10 milhões de euros vai permitir a criação do PRIS+ – Polo de Reinserção e Inclusão Social+, uma nova resposta social em Meixomil, no concelho de Paços de Ferreira. Apresentado publicamente esta quarta-feira na Junta de Freguesia de Meixomil, o projeto pretende afastar-se dos modelos assistenciais tradicionais, apostando num ecossistema de autonomia e contacto com a natureza inspirado em dinâmicas já testadas em Itália.

A futura estrutura pretende ir além do conceito tradicional de resposta social para idosos, apostando num modelo integrado e orientado para a qualidade de vida e autonomia dos seus utilizadores. Uma das principais respostas previstas é uma AERPI – Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, para a qual o projeto pretende candidatar-se ao máximo de 120 vagas, número máximo permitido no âmbito da legislação aplicável, segundo a responsável.

Além da resposta residencial, o PRIS+ prevê integrar diferentes valências sociais e serviços, procurando criar um espaço onde os utilizadores possam encontrar várias respostas sem perder autonomia nem ligação à comunidade. Entre as ideias apresentadas estão jardins sensoriais, hortas, espaços com animais e um riacho, numa conceção que pretende valorizar o contacto com a natureza e proporcionar diferentes experiências aos residentes.

Uma das componentes diferenciadoras será a criação de 10 casas individuais, com diferentes tipologias, como T0, T1 e T2. A intenção é permitir que algumas pessoas possam viver num espaço mais autónomo, mantendo simultaneamente acesso às restantes respostas disponibilizadas pelo polo.

A infraestrutura ficará instalada na Quinta do Paço, ocupando quatro dos 16 hectares da propriedade, dos quais quatro hectares foram doados pela família proprietária para a concretização do projeto.

“Não será apenas um centro de idosos. Temos pensado 10 casas individuais, para que as pessoas também possam ter uma opção se não quiserem estar integradas num espaço comum. Queremos sair um bocadinho fora da caixa e oferecer um polo integrado com todas as valências possíveis”, referiu Maria Tomás, Presidente do PRIS+. “Queremos sair um bocadinho fora da caixa, queremos algo diferente. Queremos ser um polo integrado com todas as valências que pudermos integrar”, acrescentou.

Segundo Valentim Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Meixomil, o objetivo não passa pela criação de mais uma instituição destinada a duplicar respostas já existentes no território. “Nós não pretendemos ter mais uma IPSS para se sobrepor às outras. É um conceito diferente, fora da caixa”, referiu.

A Junta de Freguesia esteve envolvida na criação das condições para o avanço do projeto, nomeadamente através da articulação com a Câmara Municipal de Paços de Ferreira e outras entidades. Valentim Sousa explica que a oportunidade surgiu com a disponibilização do terreno na Quinta do Paço, tendo sido posteriormente desenvolvidos contactos para estruturar o projeto e constituir a associação.

O PRIS+ já ultrapassou entretanto a fase inicial de constituição da associação e, segundo o responsável, já obteve lugar no CLAS – Conselho Local de Ação Social, encontrando-se agora a preparar os passos seguintes com vista à constituição como IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social.

O projeto deverá também recorrer a fundos comunitários, estando já a ser preparadas candidaturas para apoiar a sua concretização. “Não há memória de termos um investimento deste âmbito em Meixomil, que ronda cerca de 10 milhões de euros, se entretanto não for mais”, garantiu o autarca de freguesia.

Para Valentim Sousa, a dimensão financeira do projeto é apenas uma parte da aposta, destacando sobretudo o conceito e a possibilidade de criar uma resposta social diferenciada no território. O número final de vagas das restantes valências ainda não está definido, uma vez que dependerá do desenvolvimento do projeto e das possibilidades de financiamento e licenciamento.

O PRIS+ pretende abranger a população de Meixomil e do concelho de Paços de Ferreira, mas também responder às necessidades do território envolvente, através de uma estrutura integrada e de proximidade.
A concretização do projeto será feita por fases, estando ainda por definir o calendário final para a construção da infraestrutura.

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